O JÚBILO DE QUEM AMA
28 de Dezembro de 2008

É sabido e notório, entre os meus familiares, de que,  neste período que antecede o ano vindouro, principalmente no pós-natal, isolo-me sempre, fazendo uma retrospectiva de todos os momentos vividos, abstraindo o "jóio do trigo", ou seja, as coisas boas e ruins que vivi durante o ano. Obviamente,  absorvendo os fatos edificantes, valorosos e ricos em conhecimentos. E os ruins... Bom, não é necessário citar. Joga-se fora.

 

Além disso, resgato lembranças da minha infância, aliás, boas lembranças... uma fonte inexaurível de ótimas recordações.

 

E, neste ano que finda-se,  privilegiadamente, navegando pela NET,  fui presenteada com estas fotos da PIB de Rio Novo - IPIAU - BA que foi o marco da minha história de vida com JESUS CRISTO.

 

Hoje, louvo ao SENHOR, agradecida por me libertar e salvar, ao Pastor Paulo Júnior e sua querida esposa Ir. Noélia e todo o corpo de membros desta Igreja, a qual encontra-se edificada sobre uma pedra, nesta cidade abençoada, há 93 anos. Glória a Deus!

 

F A L T A M        03       D I A S       P A R A        O        A N O         N O V O

 

 Esta, sou eu. Desejo a todos um Ano Novo abençoado. "Alegrai-vos na esperança..."

 

Coral da PIB de Rio Novo  -  IPIAU - BA

                                                  PIB de Rio Novo  - IPIAU-BA

cleudf
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sinto-me: Introspectiva
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26 de Dezembro de 2008

 

Embora tenhamos o prazer na edição deste blog, buscando o melhor para vocês em pesquisas, contudo, no período pós-natal, confessamos a falta de inspiração e indisponibilidade de tempo. Porém, prometemos para a semana vindoura, biografias e temas  interessantes.

 

Para não deixarmos vazio o nosso espaço, neste final de semana, editamos dois lindos e envolventes poemas, de dois poetas maravilhosos, conhecidos pelos Batistas: MÁRIO BARRETO FRANÇA E CECÍCIA SANT'ANA.

 

EXCELENTE FINAL DE SEMANA.

 

 

 

VEM CONOSCO!

Amigo, nossa gente
É simples como a choça de Belém;
Mas Jesus, nosso guia, vai na frente;
Vem, vem conosco e te faremos bem!

Se é grande a tua luta;
Se não consegues nada de ninguém,
E a tua própria casa não te escuta;
Vem, vem conosco e te faremos bem!

Se a existência madrasta
Entre angústias e mágoas te mantém,
E tu mesmo descrês de tudo, basta!
Vem, vem conosco e te faremos bem!

O mundo é sempre ingrato;
Por mais que faças, nada lhe convém,
A não ser explorar-te; sê sensato!
Vem, vem conosco e te faremos bem!

Se os homens e as mulheres
Na glória humana te olham com desdém
Ou te perseguem, nunca desesperes!
Vem, vem conosco e te faremos bem!

Se tu sofres ainda
Pela renúncia pérfida de alguém;
Na crença tu verás que a vida é linda!
Vem, vem conosco e te faremos bem!

Então, no mundo vário,
Tudo o que é bom e puro sobrevém
Àquele que se abriga no Calvário;
Vem, vem conosco e te faremos bem!

***

Amigo, nossa vida
Começa no presépio de Belém
Onde Deus-Revelado te convida:
- Vem, vem conosco e te faremos bem!


do livro Primícias da Minha Seara
Mário Barreto França

 

 

 

 

 

Do livro 'Retalhos de Mim', disponível para compra no site da União Feminina Missionária Batista do Brasil.


E as Músicas Brotarão

Olho lá fora, já desce a noite Senhor
a luz das estrelas já se movem
secretamente, o vento na vidraça
levanta meus olhos para as nuvens
escuras que passam.
Então imagino que a noite é mágica,
e vejo-a chegando adornada de novas
cores, povoada de estrelas cintilantes
e calmas, e meus olhos pulsando
de emoção, se movem em direção
a toda essa amplidão.
nesse instante, vejo brotar de
meus lábios as canções que faço
em forma de lamento, para com elas
achegar-me a teus pés, e derramar
diante de Ti o meu clamor.
A Ti clamo, Senhor da minha vida,
para que chegue a teu trono o meu
gemido, e então, de novo as músicas
brotarão e como cristais escondidos
na terra, estarei protegida por
Tua forte mão.
Dá-me pois de beber em teus ribeiros,
e águas cristalinas e calmas se farão
em mim, para que descanse à Tua
sombra e desfrute enfim de Teu
cuidado paternal.
Pega Senhor, na minha mão doída,
restaura o vaso frágil que sou,
toma o barro, matéria prima que é Tua
e refaz Senhor, o que em pedaços ficou.
Não te lembres pois, querido Pai
das minhas faltas, nem de minhas
afrontas, mas, restaura-me com
Tua mão e Tua graça pois bem sei
que somente ela me basta.
Sei que me moves com teu poder,
e com o sopro de teus puros lábios
devolves-me a vida e a inspiração,
pois certo estou, Senhor, que se
comigo estás
sou bem mais que um simples vencedor.


Cecília Sant'Ana

 

 

 

cleudf
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sinto-me: Cansada, mas não desanimada.
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24 de Dezembro de 2008

F E L I Z      N A T A L !

O Natal não pode ser identificado com presentes, banquetes, reuniões etc... O maior bem do Natal, que é a presença de Cristo em nossas vidas nem sempre é desejado pelas pessoas. Tem criança que pensa que Natal é brinquedo, é Papai Noel. E Jesus, onde fica?

 

http://www.orkutgifs.com.br/animacoes_flash.html

 

 

 

cleudf
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sinto-me: Feliz com JESUS
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22 de Dezembro de 2008

Árvore de Natal - Esplanada dos Ministérios - Brasília - DF 

F E L I Z    N A T A L !

A música, com seu encanto e magia, concentra-se poderes transformadores em  pessoas abruptas, mesmo que elas não busquem esta renovação.

Na  música religiosa, o seu poder torna-se mais impactante, por tratar-se de louvor ao Deus Todo Poderoso.

Os judeus deram ao livro de Salmos o título de TEHILLIM ("Louvores"). De modo que, cada culto de adoração a Deus, deve incluir louvores a Ele.

É extremamente relevante conhecermos a vida de músicos que, com os dons concedidos por Deus e sensibilidade expressiva, compuseram melodias que, até hoje, trazem benefícios à nossa alma. Portanto, vejamos a Biografia deste Servo de Deus. 

 

F E L I Z        N A T A L ! ! !

 

 

 

 

 Ives, Charles (Edward) - (Nasceu em Danbury, Connecticut em 20 de Outubro de 1874; morreu em Nova York em 19 de maio de 1954). Compositor americano. Sua música é marcada por uma integração das tradições musicais européias e americanas, inovações no ritmo, harmonia e forma, e uma capacidade inigualável para evocar os sons e sensações da vida dos americanos. Ele é considerado o principal compositor americano do século XX.

Os Ives foram uma das famílias mais importantes de Danbury, proeminente no mundo dos negócios, nas melhorias civis e ativa em causas sociais, como a abolição da escravatura. O pai de Charles, George E. Ives (1845-1894), teve uma excepcional carreira musical. Teve aulas de flauta, violino, piano e cornet e entre 1860-1862, ele estudou harmonia, contraponto e orquestração com o alemão Carl Foeppl em Nova York. Após a Guerra Civil trabalhando como o mais jovem maestro da Union Army e depois mais dois anos em Nova York, ele retornou para Danbury e prosseguiu em uma variedade de atividades musicais, realizando, ensinando e liderando bandas, orquestras e coros em Danbury e em suas proximidades, e por vezes viajando com shows. Ele também trabalhou em empresas ligadas à família Ives. Ele casou-se com Mary (Mollie) Elizabeth Parmalee (1849-1929) em 1 de Janeiro de 1874 e Charles nasceu no mesmo ano, seguido por J. Moss (1876-1939), que se tornou um advogado e juiz em Danbury.

Através de seu pai, Ives foi exposto a toda música de Danbury. Estudou piano e órgão quando jovem com uma série de professores e tocou em vários recitais em sua adolescência. Tornou-se performer e compositor em duas tradições musicais: Música Vernácula Americana e Música Protestante, e ganhou sua primeira exposição a uma terceira, a música clássica européia. Além disso, ele era um ávido atleta e era o capitão de vários clubes de futebol e baseball. Ives tocou percussão na banda de seu pai e o espírito de banda gerou ecos em muitas obras de sua maturidade. Escreveu marchas para piano, bandas e orquestras de teatro, várias das quais adotava uma prática comum de colocar uma canção popular em uma seção da marcha. Sua primeira obra executada publicamente pode ter sido a marcha Holiday Quickstep, escrita quando ele tinha 13; a revisão no Danbury Evening News na première de Janeiro de 1888 chamou-lhe "sem dúvida, um gênio musical" e declarou "vamos esperar mais deste talentoso jovem no futuro". Com 14 anos ele se tornou o mais jovem organista assalariado da igreja no estado e trabalhou regularmente até 1902. Escreveu hinos e cânticos sagrados para a igreja, usando primeiro textos litúrgicos e um estilo hinário (como no Salmo 42), e, em seguida, a partir de cerca de 1893 (em obras como Crossing the Bar), adota o elaborado e cromático estilo de Dudley Buck, com quem estudou brevemente o órgão em torno de 1895. Os hinos que ele conhecia da Igreja e dos acampamentos (onde seu pai por vezes fazia ele cantar com o seu cornet) mais tarde eram regularmente emprestados ou reformulados e usados como temas em sonatas, quartetos e sinfonias. Ele ouviu muita música clássica nos concertos em Danbury e em Nova York e aprendeu um pouco mais através dos seus próprios estudos e execuções de obras de Bach, Handel, Beethoven, Rossini, Schubert, Mendelssohn. Wagner, John Knowles Paine e outros no piano ou órgão, incluindo muitas transcrições. Seu virtuoso Variations on ‘America’ (1891-1892) mostra o quão hábil organista era Ives ainda adolescente. Embora ele tivesse muitos professores, seu pai ensinou-lhe harmonia e contraponto e o guiou em suas primeiras composições. Várias destas obras são como modelos, seguindo a prática tradicional de aprendizagem através da imitação, tais como a Polonaise for two cornets and piano (c1887-1889), inspirado no sexteto de Lucia di Lammermoorde Donizetti. Ao mesmo tempo, Ives pai tinha uma mente aberta sobre teoria e prática musical e encorajou o filho em suas experimentações. Harmonizações bitonais em London Bridge, cânones politonais e fugas, experimentos com peças em todos os tons, tríades em movimento paralelo, linhas cromáticas em movimento contrário para criar a sensação de expansão ou contração (tudo datado do início de 1890), mostra o interesse de Ives em testar as regras da música tradicional e experimentar sistemas alternativos. No entanto, na época Ives aparentemente considerou isso meramente como brincadeira com teoria musical, uma atividade privada compartilhada com seu pai no princípio, em vez de considerar estes novos sistemas como uma base séria para composição musical. Em outro plano musical, deu crédito ao seu pai por ensiná-lo musicas de Stephen Foster, cujas melodias ele iria futuramente pegar emprestadas e cujo lirismo diatônico simples se encontra em várias das melodias dele próprio. Ives mudou-se para New Haven em 1893 para estudar na Hopkins Grammar School e se preparar para os exames em Yale. Ele foi o organista na Igreja Episcopal St.Thomas por um ano, e depois foi transferido para a Igreja Central em Setembro de 1894 e no mesmo mês ele se matriculou em Yale. Apenas seis semanas depois, em 4 de Novembro, o seu pai morreu repentinamente de um acidente vascular cerebral. Sair de casa, começar a universidade, e especialmente a morte de seu principal professor e defensor foi uma forte ruptura com o passado e o final de sua juventude.

 

 Aprendizagem (1894–1902)

 

Ives começou sua vida em Yale como um virtuoso organista e um experiente compositor de música popular e da igreja, mas com exposição limitada à música clássica. Ele continuou a compor obras vernáculas, incluindo canções, marchas, e números musicais para a fraternidade. Vários trabalhos foram publicados, incluindo uma canção para a campanha de William McKinley em 1896. Sua música religiosa também se desenvolveu na maturidade, com ele gradualmente adotando um elevado estilo coral de seu professor em Yale, Horatio Parker, em obras como All-Forgiving,look on me. O Mestre de coro da Igreja Central, John Cornelius Griggs, tornou-se um grande e vitalício amigo. Mas foi na música clássica que ele aprendeu mais. Pela primeira vez, ele tinha acesso regular à orquestra de câmara e concertos. Ele assistiu aos cursos de harmonia e história da música de Parker durante os primeiros dois anos e em seguida estudou contraponto, composição e instrumentação rigorosa, por vezes, como o único aluno inscrito. Comparando seus exercícios anteriores com as obras de seu último ano nota-se o quanto ele aprendeu com Parker. Tal como o pai de Ives, Parker incentivava-o à aprender estilos e gêneros através da imitação. Ives aprendeu o Lied alemão iniciando com textos e exemplos bem conhecidos, normalmente incorporando alguns aspectos de modelo da estrutura ou contorno enquanto procurava figurações e disposições diferentes. Mais tarde recordou-se que o seu Feldeinsamkeit (c1897-1898) ganhou os elogios do professor de Parker, George Chadwick por tomar “a mais difícil e quase oposta abordagem", que foi "em sua forma quase tão bom como Brahms” e “como uma boa canção que Parker poderia escrever".

Ives começou sua Sinfonia nº.1 sob os cuidados de Parker, e mais tarde utilizou o segundo e quarto movimentos como sua tese final. Neste trabalho, existem fortes ecos das obras sinfônicas que ele usou como modelos, especialmente a Sinfonia "Inacabada" de Schubert no primeiro movimento, Sinfonia “Novo Mundo” de Dvořákno movimento lento e no trabalho como um todo, a 9ª Sinfonia de Beethoven no scherzo e a “Patética” de Tchaikovsky no final. Mas mesmo as referências mais diretas foram reformuladas com novos e interessantes caminhos. Ives devia à Parker suas novas habilidades em contraponto, desenvolvimento temático, orquestração e composições de grandes formas, juntamente com o conceito estrangeiro de música utilitária de Danbury e da música como uma experiência a ser saboreada para seu próprio bem. A citação simultânea dos familiares e afirmação de uma personalidade individual é um traço distintivo Ives, evidente, mesmo na música que ele escreveu em um tardio estilo romântico. Este trabalho também definiu um padrão para as sinfonias mais tardias de Ives e de muitas de suas sonatas ligando movimentos cíclicos através da repetição de temas.

 

Embora tenha estudado música diligentemente, Ives poderia não ter a intenção de seguir uma careira musical. Ele estudou grego, latim, alemão, francês, matemática, história e ciências políticas. Ainda lembrou-se durante muito tempo afetuosamente de seus cursos de Inglês e Literatura Americana com William Lyon Phelps, que ajudaram a formar em Ives um gosto pela poesia. A educação de Yale sempre foi vista como uma preparação para o sucesso nos negócios e grande parte da vida social de todos os homens do campus foi organizada em torno de grupos através dos quais se poderia desenvolver amizades e potencialmente úteis conexões. Ives não era grande estudioso fora dos cursos de música, mas ele era bem-visto e bem sucedido socialmente, foi escolhido como membro da fraternidade Delta Kappa Epsilon fraternidade e do Wolf's Head, um das mais prestigiadas sociedades secretas sênior de Yale. Canções de ambos os grupos aparecem em suas obras tardias recordando os seus dias colégio, como em Calcium Light Night e um trecho do Trio for Violin, Violoncello e Piano. Um de seus melhores amigos era David Twichell, que o convidou para ir à Keene Valley no Adirondacks junto com sua família passar as férias, em Agosto de 1896; Ives conheceu lá sua futura esposa, a irmã de David Harmony (1876-1969). Após a graduação em 1898, ele mudou-se para Nova York, vivendo a próxima década em uma série de apartamentos, todos ironicamente batizados de “Flat Pobreza”, com outros bacharéis de Yale . Através do primo de seu pai, Ives ganhou uma posição no departamento actuarial da Mutual Insurance Company. No início de 1899 ele foi para a Charles H. Raymond and Co, também da Mutual, onde trabalhou com agentes de vendas e desenvolveu formas de apresentar a idéia de seguros. Lá, conheceu Julian Myrick (1880-1969), que mais tarde se tornaria sua parceira.

Durante o trabalho no setor dos seguros, Ives não deu esperanças de uma carreira musical. Ele continuou a servir como organista, primeiro em Bloomfield, Nova Jersey (onde pela primeira vez ele foi também mestre do coro) e, em seguida, a partir de 1900 na Igreja Presbiteriana Central, em Nova Iorque, um posto prestigiado. Após a universidade, ele parou de escrever música vernácula e procurou consolidar a sua formação como um compositor da arte de música nos moldes de Parker. Ele continuou a escrever liedes para textos estabelecido e compôs uma cantada com sete movimentos, The Celestial Country, usando com modelo o oratório de Parker Hora novissima, cuja première em 1893 tinha estabelecido uma boa reputação à Parker.

É claro que Ives também prosseguiu por alguns caminhos novos. Parker tinha incidido sobre música alemã; Ives escreveu chansons francesas, com base no modelo de compositores, tais como Massenet. Ele reformulou algumas canções alemãs com textos novos em Inglês; Isso se tornaria característica dele para reformular peças antigas em novas, muitas vezes, de diferentes maneiras. De igual modo, ele desenvolveu temas para um quarteto de cordas com melodias de hinos que tocava nos seus anos de serviço musical na Igreja em Yale. O tema de abertura da Primeira Sinfonia usa elementos de dois hinos, mas o “Quarteto de Cordas nº1” estabeleceu o padrão para muitas obras tardias que eram completamente diferentes da música que ele tinha escrito para a Igreja, mas praticamente todas elas derivadas de hinos. Hinos inalterados eram demasiadamente previsíveis e repetitivos em ritmo, melodia e harmonia e serviam bem como temas de movimentos em formas clássicas, de modo que Ives engenhosamente redesenhava-os irregulares, desenhava-os “Brahmisianamente” no desenvolvimento, enquanto preservava o hino, personagem americano. Com a derivação do tema de abertura do terceiro movimento, a melodia do hino Nettleton (Come, Thou Fount of Ev’ry Blessing) Ives começou a integrar as diferentes tradições que ele tinha aprendido, elevando o espírito e o som dos hinos protestantes ao domínio da arte musical.

Curiosamente, a maioria das experimentações de Ives assumiram uma nova gravidade. Possuindo técnicas aprendidas com Parker e talvez inspirado pelos sistemas composicionais da Idade Média e da Renascença que Parker descrevia em suas palestras de história da música, como organum, contraponto e estratificação rítmica (Scott, 1994), Ives começou a produzir, e não meramente esboçar ou improvisar "coisas diferentes", que exploravam novos procedimentos. Mais significativa é uma série de obras sacras corais, principalmente Salmos, que pode ter sido experimentada por Ives com os cantores dos lugares onde trabalhou como organista, embora essas experiências não estejam registradas. Salmo 67 usa acordes com cinco notas (arranjadas para criar a impressão de bitonalidade) para harmonizar uma simples melodia num estilo semelhante aos corais anglicanos. O Salmo 150 utiliza tríades paralelas que são dissonantes contra tríades sustentadas. O Salmo 25 é um cânone dissonante à duas vozes sobre um pedal e inclui um conjunto de notas de passagem que se expande de um uníssono até um cluster abrangendo quase três oitavas. No Salmo 24, as vozes exteriores caminham em movimento contrário, expandindo-se a partir de um uníssono em frases sucessivas e movendo-se primeiro por semitons (deslocadas por oitavas), depois por em tons, 3ªs, 4ªs, trítonos e 5ªs; após a seção áurea, existe uma contração, frase por frase, utilizando os mesmos intervalos, em ordem inversa, para fazer uma aproximação palíndrome.

Cada peça encontra novas maneiras de estabelecer um centro tonal, criar movimento harmônico e resolução e regular o contraponto. A técnica escolhida ás vezes corresponde ao texto, por exemplo, a imagem central de Processional: Let There Be Light é perfeitamente transmitida pela seqüência de acordes formados por 2ªs, 3ªs, 4ªs e 5ªs, cada vez mais através de acordes dissonantes 6ªs e 7ªs, até oitavas justas. Nesta experiência sistemática, Ives criou aquilo que se tornou uma tradição na composição experimental do século XX, que incluiu o trabalho de Cowell, Charles Seeger, Ruth Crawford Seeger, Cage e muitos outros compositores posteriores. Estas obras experimentais permaneceram afastadas das suas músicas de concerto, que continuaram a utilizar o idioma do Romantismo europeu.

O clímax da aprendizagem de Ives foi a première do The Celestial Country na Igreja Presbiteriana Central, em Abril de 1902, sua obra mais ambiciosa realizada até aquele momento. Ele recebeu ótimas críticas do New York Times e do Musical Courier. No entanto, pouco depois, Ives foi demitido como organista, a última posição na área musical que ele sustentava, deixando para trás boa parte da sua música sacra, mais tarde descartada pela igreja. Aquilo que sobreviveu dos seus hinos, canções e músicas para órgão é apenas uma parte do que pode ter sido um trabalho muito maior. Ives aparentemente concluiu que ele não quis ou não conseguiria uma carreira como a de Parker, que sobreviveu como compositor, servindo como organista da igreja e do ensino em Yale. Ele ironicamente descreveria isso mais tarde como o tempo que ele "resignou-se como um bom organista e entregou-se à música".

 Inovações e Sínteses (1902-8)


O afastamento da sua posição na igreja, a liberação das noites e fins de semana para a composição e o fim de suas apresentações regulares permitiram à Ives uma maior liberdade para explorar, sem ter que agradar a ninguém, somente ele próprio. Não mais um aprendiz de Parker, nem um compositor de música popular ou sacra, Ives entrou num período de inovação e de síntese.

Ele continuou experimentando, sobretudo agora na música de câmara, cuja maior gama de sonoridades permitiu-lhe estender o contraponto tradicional e aumentar a independência entre as partes, a fim de criar um efeito de camadas separadas. Obras como a Fugue in Four Keys on ‘Shining Shore’, From the Steeples and the Mountains, Largo Risoluto nºs 1 e 2 e The Unanswered Question expõem cânones politonais e atonais, camadas múltiplas distinguidas pelo ritmo, altura, sonoridade e uma combinação de regiões tonais e atonais, muitas vezes com um programa para explicar os procedimentos musicas incomuns. Por exemplo, o Scherzo: All the Way Around and Back é construído gradualmente em seis camadas distintas, cada barra subdividindo em 1, 2, 3, 5, 7, e 11 divisões iguais, respectivamente, ao longo do qual um bugle toca em um tempo comum. A peça é um palíndrome, cresce até um clímax e retorna em uma exata retrogradação. Uma analogia musical para "uma foul ball [no beisebol) – e o jogador que está na 3ª base e tem de percorrer todo o caminho de volta à 1ª".

Ives procurava agora cada vez mais integrar o estilo vernáculo e sacro em suas músicas. Em sua Segunda Sinfonia, o principal trabalho deste período, ele introduziu pela primeira vez melodias de hinos e canções populares americanas em uma peça tradicionalmente clássica. A estrutura ainda é européia, uma sinfonia com cinco movimentos num estilo romântico tardio com empréstimos diretos de Bach, Brahms, Wagner, Dvořák e Tchaikovsky; os dois últimos movimentos são inspirados no final da Primeira Sinfonia de Brahms. Mas os temas são todos de melodias americanas, incluindo hinos, melodias em fiddle e canções de Stephen Foster, reformuladas para formar sonatas e formas ternárias. Como muitas sinfonias que empregam material nacional, a obra celebra a música da nação enquanto utiliza-se de um estilo internacional. Em outras peças, como as improvisações e esboços que se tornaram o Ragtime Dances, Ives começou a desenvolver uma forma mais moderna e individual de expressão idiomática que chamou de “Características melódicas e rítmicas americanas”, incluindo o ragtime, o estilo popular na época. As muitas formas do Ragtime Dances acabaria por transformar-se eventualmente de um conjunto de danças para orquestra de teatro em movimentos da sua Piano Sonata no.1, Set for Theatre Orchestra, e Orchestral Set nº.2, e em passagens de sua segunda Quarter-Tone Piece for two pianos (ilustrando novamente a sua tendência em retificar sua própria música em novas formas).

Abandonando a música como carreira, Ives apostou muito na área de seguros. Contudo, em 1905 a legislatura do Estado de Nova Yorque iniciou uma investigação de escândalos nas atividades das seguradoras, tendo como alvos principais a Mutual e a Raymond. Embora Ives não estivesse envolvido, altos executivos estavam, e a agência foi finalmente dissolvida. Essa investigação coincidiu duas vezes com uma doença ou esgotamento de Ives, no Verão de 1905 e no fim de 1906, possivelmente os primeiros sinais de diabetes que mais tarde lhe afligiria. Enquanto se recuperava ao longo do natal de 1906 em Old Point Comfort Virginia, ele finalizou com Myrick planos para lançar uma agência afiliada à Washington Life, que tinha começado como uma filial da Mutual; Os ideais de Ives como empresário foram, ironicamente, os articulados nas audições pelo presidente da Mutual: que os seguros de vida não eram um regime de lucro, mas um caminho para cada “provedor” de cuidar de sua família enquanto "participa de uma grande circulação, em benefício da humanidade em geral ", através da assistência mútua. Ives & Co. abriu em 1 de Janeiro de 1907, com Myrick como assistente do presidente Ives. O ano de 1905 também começou com mudanças na vida pessoal de Ives, com o reencontro dele com Harmony Twichell, agora, uma enfermeira registrada. Sua corte foi lenta, dificultada por longas ausências, raros momentos juntos e a timidez de Ives. Ela escreveu poemas, alguns deles ele transformou em música num estilo romântico, com o intuito de agradar a família dela e eles planejaram uma ópera que nunca aconteceu. Sua amizade cresceu em intensidade, até que professaram seu amor um pelo outro em 22 de Outubro de 1907. Eles se casaram em 9 de Junho de 1908. A cerimônia foi realizada pelo pai de Harmony, o Rev. Joseph Twichell, na sua Congregação em Hartford, e selada em Nova Iorque.

 
Charles Ives no Battery Park, Nova York, por volta de 1913.

 Maturidade (1908-18)

 

Harmony desempenhou um papel crucial no desenvolvimento do Ives. Como escreveu no seu memorandos, a sua fé inabalável nele deu-lhe mais auto-confiança, embora ela não compreendesse toda a sua música. Além disso, ela ajudou-o a encontrar um objetivo e um assunto para o seu trabalho. Ela escreveu-lhe no início 1908 declarando que: A inspiração deverá vir em plenitude nos momentos felizes - Penso que seria tão gratificante cristalizar um desses momentos em alguma bela expressão - mas não acredito que isso seja feito com freqüência – Eu acho que a inspiração - na arte - parece ser como um consolo nas horas de tristeza ou de solidão e que a maioria dos momentos felizes é posta em expressão depois que elas se transformam em memórias e se tornam duplamente preciosas porque se foram.

Isto defende a idéia de que a música romântica era como uma “encarnação” de cada experiência emocional, mas acrescenta dois elementos que estavam para se tornar característica de Ives na maturidade musical: captar momentos específicos que são individuais e insubstituíveis, e fazê-lo através da memória. O interesse de Harmony pelo pai de Charles e por sua família reavivou o seu e fez com que várias peças ao longo da próxima década recordassem a banda da cidade (Decoration Day, The Fourth of July, Putnam’s Camp), a Guerra Civil Americana (The ‘St Gaudens’ in Boston Common), acampamentos (Symphony no.3, Violin Sonata no.4, The Rockstrewn Hills Join in the People’s Outdoor Meeting), e muitas outras lembranças de seu pai. O interesse de Harmony na literatura reacendeu o seu (que estava aparentemente adormecido desde colégio) e ele produziu uma série de obras sobre Emerson, Browning, Hawthorne, Thoreau e outros. O seu senso de idealismo americano ecou em si, estimulando à composição de muitas peças com assuntos americanos. O cristianismo socialmente empenhado de Twichells reforçou o que o vinha da família de Ives, como quando se inspirou no movimento para abolir a escravatura em “West London” de Matthew Arnold (Study no.9: the Anti-Abolitionist Riots in the 1830s and 40s)

Os êxitos de Ives com os seguros também reforçaram a sua auto-confiança. Depois que a Washington Life foi vendida em 1908, ele montou uma parceria com Myrick. Dentro de alguns anos, eles estavam vendendo mais seguro do que qualquer agência no país, durante um momento dramático de expansão na indústria. O segredo era o recrutamento de uma vasta rede de agentes para vender apólices para eles e na preparação de orientações detalhadas para a venda de seguros, ou seja, os melhores argumentos a serem feitos. Ives estabeleceu as primeiras turmas de agentes de seguros na Mutual que o ajudaram a conceber e promover o "planejamento de herança”, um método ainda utilizado para calcular o montante dos seguros de vida com base em esperados rendimentos e gastos. O seu panfleto The Amount to Carry se tornou um clássico do gênero. Ele compunha à noite, nos fins de semana e em férias, encontrando inspiração especial nos fins de semana em Pine Mountain em Connecticut e durante as férias em família em Adirondacks

Ives continuou a utilizar melodias americanas como temas, mas transformou-as de formas ternárias, sonatas tradicionais do primeiro Quarteto e Segunda Sinfonia em um novo padrão que pode ser chamado forma cumulativa. Fora os movimentos da Sinfonia nº 3, a maior parte dos movimentos das quatro Sonatas para violino e a Sonate nº 1 for Piano, e de várias outras obras entre 1908 e 1917, a melodia é emprestada de um o hino e era utilizada como um tema e aparece inteira perto do fim, geralmente acompanhada por uma contra-melodia (muitas vezes com uma melodia de outro hino). Este era precedido pelo desenvolvimento de ambas as melodias, incluindo uma apresentação da contra-melodia sozinha. A harmonia pode ser dissonante, e muitas vezes a tonalidade é ambígua até que o tema aparece, mas a música permanece essencialmente tonal. Formas cumulativas em forma tradicional, incluindo desenvolvimento e recapitulação do tema; as convenções do século XIX de um extenso trabalho culminando com um tema de um hino e de combinação de temas, em contraponto; e a prática como organista da igreja precedendo um hino com um prelúdio improvisado em motivos a partir do hino. Com efeito, Ives comentou que muitos desses movimentos desenvolvidos a partir de órgão ou Prelúdios ele havia improvisado na igreja, todos perdidos agora. No entanto, a síntese de Ives era nova. A evasão de repetições em grande escala, inerente à formas mais velhas, permitiu-lhe utilizar hinos essencialmente inalterados como temas, para planejamento rítmico e melódico e a falta de contraste harmônico que as tornaram impróprias para a abertura de um tema Sonata a tornavam perfeitas para o final de um movimento. O processo de desenvolvimento de motivos e, progressivamente, a reunião deles em um hino paralelo, a um nível puramente musical, recordava Ives dos hinos cantados nos acampamentos em sua juventude e as pessoas se uniam em uma expressão do sentimento comum

Em outras obras, Ives procurou captar a vida americana, especialmente as experiências americanas com a música, de uma forma programática mais direta. O Housatonic at Stockbridge evoca um passeio Ives e sua esposa pelo rio logo após seu casamento. A melodia principal (dada às segundas violas, trompa e corne inglês), harmonizada com tríades tonais simples (nas cordas graves e metais enarmonicamente notadas), sugere um hino vindo de uma igreja do outro lado do rio flutuando em sua superfície, ao mesmo tempo em que repete idéias tonais e rítmicas em regiões distantes (cordas superiores), sutilmente mudando ao longo do tempo, transmitindo um sentimento de névoas e águas ondulantes. Tal como este trabalho, a maior parte da música de Ives sobre experiências de vida é composta por camadas, distinguidas pelo timbre, registro, ritmo, afinação e conteúdo dinâmico, a fim de criar uma sensação de espaços tridimensionais e múltiplos planos de atividade. Central Park in the Dark capta os sons musicais da cidade contra o pano de fundo dos sons da natureza, prestados como uma série de acordes atonais leves em movimento paralelo.

 Aspectos incomuns da carreira de Ives


Ives tinha uma extraordinária vida ativa. Após sua formação profissional como um organista e compositor, ele trabalhou durante 30 anos no setor dos seguros, escrevendo no seu tempo livre. Usou uma grande variedade de estilos, desde um Romantismo Tonal até uma experimentação radical, mesmo nas peças escritas durante o mesmo período. Suas principais obras muitas vezes lhe custaram anos de trabalho, desde um primeiro esboço até uma revisão final, e muitas das peças não foram executadas durante décadas. Suas auto-publicações no início dos anos 20 trouxeram um pequeno grupo de admiradores que trabalhou para promover a sua música. Ele logo deixou de escrever novas obras, focando seus esforços em revisões e preparações para execuções de obras que ele já tinha elaborado. Quando morreu, Ives já havia recebido muitas performances e honrarias, e muitas de sua obras tinham sido publicadas. Sua reputação continuou a crescer postumamente, e pelo seu centenário em 1974 ele foi reconhecido mundialmente como o primeiro compositor a criar uma “música distintamente americana”. Desde então, sua música tem sido freqüentemente executada e registrada e ampliou ainda mais a sua reputação, descansando menos na sua nacionalidade e inovações e mais no mérito intrínseco da sua música.

As circunstâncias únicas da careira de Ives criaram alguns mal-entendidos. Seu trabalho no setor dos seguros, combinada com a diversidade da sua produção e do pequeno número de performances durante os seus anos de compositor, conduziram Ives a uma imagem de amador. No entanto, ele tinha uns 14 anos de carreira como organista profissional e meticuloso treinamento formal na composição. Desde que se desenvolveu como compositor longe do olho público, as suas obras maduras pareciam radicais e desconectas do passado, quando foram primeiramente publicadas e realizadas. No entanto, quando a sua música se tornou conhecida, as suas raízes profundas no Romantismo do século XIX e o desenvolvimento gradual de uma expressão pessoal altamente moderna e idiomática tornaram-se evidentes. As primeiras obras de Ives que foram apresentadas ao público foram: Orchestral Set nº.1: Three Places in New England, The Concord Sonata, os movimentos da Sinfonia nº 4 e A Symphony: New England Holidays. Eram altamente complexas, incorporaram diversos estilos musicais e fizeram uso freqüente de "empréstimos musicais". Estas características levaram a conclusão de que algumas músicas de Ives só poderiam ser entendidas através das explicações programáticas que ele ofereceu e não foram especificamente organizadas com princípios musicais. Ainda traçando a evolução das suas técnicas através de suas obras anteriores, estudiosos demonstraram o trabalho que há por trás até de partituras aparentemente caóticas e mostraram a estreita relação de seus processos aos dos seus predecessores e contemporâneos europeus. O resultado do caminho incomum de Ives é que a cronologia da sua música é difícil de estabelecer. Sua prática de compor e as revisões das obras ao longo dos anos muitas vezes torna impossível atribuir à um pedaço uma única data. Ele trabalhou em diversas composições com muitas linguagens diferentes ao mesmo tempo e isso fez a relação cronológica entre as obras ainda mais complexa. Há, muitas vezes, obras sem verificação das datas que Ives atribuiu à elas, que podem ser anos ou décadas antes da primeira publicação ou execução. Foi sugerido, também, que ele datou várias peças muito cedo e ocultou revisões significativas, a fim de reivindicar prioridade sobre os compositores europeus que utilizavam técnicas semelhantes (Solomon, C1987) ou a esconder de seus negócios quanto tempo ele estava gastando na música(Swafford, C1996). Recentes estudos, no entanto, estabeleceram datas firmes pelos tipos de papel usado por Ives e refinou-se a estimativa de datas pelas diversas caligrafias, permitindo mais manuscritos para serem colocados dentro de um breve espaço de anos (Sherwood, C1994 e E1995, com base Kirkpatrick ,A1960, e Baron, C1990). Estes métodos têm muitas vezes confirmado as datas de Ives, o que demonstra que ele, na verdade, desenvolveu inúmeras técnicas inovadoras antes de seus contemporâneos europeus, incluindo politonalidade, clusters, acordes baseados em 4ªs ou 5ªs, atonalidade e poliritma. Quando há discrepância - no caso de várias obras longas, por exemplo - esta pode resultar de sua prática de datar as peças em sua concepção inicial, nas primeiras idéias elaboradas no teclado ou em esboços já perdidos. As datas que aqui estão, então, são baseadas em manuscritos existentes, completadas por documentos recentes e depoimentos de Ives.

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19 de Dezembro de 2008

 Impossível definir em poucas palavras a arte musical. A música é algo que transcende todas as expectativas de sonhos.

Entre os gregos, a música era considerada elemento integrante da vida e do pensamento, "fator fundamental da educação e da formação do cárater". Era parte essencial do ensino da juventude.

Séculos se passaram, mas o Canon mantém a sua popularidade até os dias de hoje. O Canon escrito pelo compositor e organista alemão Johann Pachelbel atravessou fronteiras e ressuscitou em pleno século 20, mais precisamente a partir do início da década de 70. A obra influencia muitas peças da música contemporânea, inspira trilha sonora de filmes e é uma das mais tocadas em casamentos. Tudo isso justifica a opinião dos especialistas ao afirmarem que o Canon de Pachelbel é uma das mais conhecidas obras instrumentais de todos os tempos.
 

Nascido na cidade alemã de Nuremberg, e, batizado em 1º de setembro de 1653 na mesma localidade, Johann Pachelbel cresceu em uma região culturalmente ativa na época. Desde cedo, demonstrou talento e, incentivado pelo pai, iniciou os estudos com o músico Heinrich Schwemmer e, posteriormente, com o organista Georg Caspar Wecker. A excelente habilidade musical o levou, aos 15 anos, para a Universidade de Altdorf. Por lá, foi organista em Lorenzkirche, abandonando o cargo menos de um ano depois, por falta de dinheiro.

Na primavera de 1670, matriculou-se no Gymnasium Poeticum, em Regensburg para prosseguir seus estudos de música com Kaspar Prentz, mestre que o apresentou à música italiana. Em 1673, Pachelbel decidiu voltar para Viena, onde passaria alguns anos como vice-organista da Catedral de Santo Estevão e depois, um ano como organista da corte em Eisenachh, na Alemanha.

 

 

Em junho de 1678, Pachelbel foi nomeado organista da Protestant Predigerkirche, em Erfurt, onde permaneceu por 12 anos. No decorrer deste período, alcançou sucesso extraordinário como organista, compositor e professor.

 

Casou-se duas vezes. Ele perdeu a primeira esposa e o filho contaminados pela peste, em 1683, e casou-se novamente em 1684.

 

 

Depois de deixar Erfurt em 1690, passou breves períodos como organista em Stuttgart e Gota. No verão de 1695, voltou à sua Nuremberg natal para trabalhar os últimos 11 anos de sua vida, como organista na Igreja St. Sebalduskirche.

Em 1699, produziu a importante coleção de seis árias, Hexachordum Apollinis, para órgão.

 

 

Pachelbel Johann morreu, aos 53 anos, no dia 3 de março de 1706, mas acredita-se que ele tenha sido enterrado no dia 9.

Deixou dois filhos, Wilhelm Hieronymous Pachelbel e Charles Theodore Pachelbel, ambos músicos e organistas. De religião protestante, foi notavelmente compositor para órgão, predominantemente para músicas religiosas da Igreja Protestante alemã, músicas as quais foram muito influenciadas por seu conhecimento em música religiosa,  tanto da Áustria, bem como da Itália.

 

 Canon (Kanon) em Ré Maior

Sua peça mais famosa é Canon em Ré Maior, peça barroca até hoje interpretada por diversos músicos e orquestras, tornando-se até música-tema para filmes. Esta obra, mais do que seu compositor, alcançou fama mundial até os dias de hoje e atualmente é muito executada em casamentos por sua doçura e suavidade. Canon (ou Kanon) é uma peça musical de repetições feitas para 3 violinos e um violoncelo contínuo, ou seja, o 1º violino (ou primeira voz) inicia com parte da melodia, e depois de uma seqüência de acordes de I IV e V graus, este inicia outra parte no mesmo momento que o 2º violino inicia a mesma melodia já tocada pelo 1º, sendo que quando o 3º violino inicia a mesma melodia já tocada pelo 1º e 2º violinos, o 2º passa a tocar o que o 1º tocou, em suma, são blocos de quatro compassos tocados pelo 1º violino, os quais são repetidos pelos demais, tornando melodias harmonicamente sobrepostas.

 

 Outras Obras

Pachelbel escreveu outras peças e trabalhos livres como tocatas, fantasias e fugas, bem como peças para corais. Sua música para órgão inclui 70 corais e 95 fugas para o Magnificat. Compôs considerável número de cantatas para a igreja luterana e sonatas para vários instrumentos, especialmente o violino.

 Suas Influências

Pachelbel foi professor do irmão mais velho do famoso compositor Johann Sebastian Bach, Johann Christoph Bach, o qual, por sua vez, ensinou o irmão, que recebeu, assim, influência indireta de Pachelbel.

Fonte: Wikipédia, enciclopédia livre

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16 de Dezembro de 2008

 

 

 

 

 

 

 

George F.Handel não era um pregador, teólogo ou missionário. Ele era um músico. Talvez o maior músico cristão protestante de todos os tempos.

 

Nascido em 23 de fevereiro de 1685, em Halle, na Alemanha e faleceu em 14 de abril de 1759, em Londres, na Inglaterra. 

 A sua obra,  que transcendia sua arte, em especial o Oratório Messias tornou-se patrimônio da humanidade, para além da inspiração cristã que levou ao trabalho.

Nascido na Alemanha, Handel era naturalizado Inglês de 42 anos.
Não havia músicos  em ligação com a família dele, mas o talento da criança que se tornou Zachow, explorada, com quem ele se tornou organista e intérprete da chave, além de correr o violino e oboé. 
Empreendeu várias viagens e reuniu destacados compositores.  Sua fama cresceu inestimável para 1715, mas quinze anos depois ele caiu no esquecimento. 

Nascido no mesmo ano que Johann Sebastian Bach, George Frederic Handel atingiu a mesma estatura musical Bach, mas ressaltou em todo o Canal Inglês.

 

Seu pai não queria que ele perdesse o tempo com a música; queria decidir: "Meu filho, será advogado..." O talento do pequeno George ia se destacando tanto que aos sete anos, que os amigos do seu pai iam à sua casa, com a finalidade de presenciar o George tocar e a incentivar o seu pai a levá-lo a frequentar uma escola de música. 

Em 1710, após passar quatro anos na Itália, onde ele representou duas das suas óperas, coro fufe nomeado comandante do Eleitor de Hanover. Pouco depois foi-lhe dado permissão para viajar e foi para Londres, onde ele escreveu uma ópera que foi um grande sucesso e ficou lá a viver por um tempo, mas sua consciência o forçou a regressar à Alemanha. 

 

Voltou para Londres em 1712 e compôs a Ode à rainha do aniversário, e para que a peça Queen Anne deu-lhe um generoso subsídio anual.
Desta vez sua consciência o conduziu na decisão de não deixar a Inglaterra, mesmo modificando o seu nome, anteriormente Georg Friedrich Handel.  Introduzindo ópera italiana na Inglaterra, e quando o público estava cansado de ouvir a língua estrangeira, veio para a composição de "oratória" bíblico-ficção para solistas, coro e orquestra, sem cenário ou figurino, cantada em Inglês. 

Quando a rainha morreu e ao Eleitor, que foi o ex-empregador de Händel, tornou George I da Inglaterra, eram um pouco tensas as relações até que o músico compôs a música para um festival aquático sobre o rio Tamisa.  O rei o convidou para trabalhar no reino. Ele foi trabalhar com tanta alegria, que  o compositor perdoou-se por ter deixado a Alemanha.  Para comemorar, Handel criou a música para os fogos reais, o que consolidou a sua posição.  Ele recebeu um salário do Tribunal britânico para o resto de sua vida. 

 

 

Tal como Bach, Handel também perdeu a visão seis anos antes de sua morte, e em seu caso também, foi operado pelo  Dr. John Taylor. Tanto ele com Bach foram operados por catarata (sem sucesso). 

A última aparição pública de Handel, foi  uma representação do Messias, o  maior, milagrosamente escrito em apenas três semanas.  Quando o coro começou a cantar o Aleluia, o rei se levantou em sinal de respeito.  Claro, todo o resto da platéia fez o mesmo. Assim, tornou-se tradição, que todos nós acondicionados a ficarmos em pé, enquanto executa este hino. 

 

Incomparável mestre da "oratória", a música de Handel  é agora ouvida, principalmente em igrejas e na música de câmara . As suas peças mais famosas foram:  A ópera Jerjes, o hino A Alegria do Mundo e os imortais Messias.

Fonte:http://biografias.blogspot.com

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15 de Dezembro de 2008

 

 

A música é uma das expressões culturais mais inteligentes, belas e agradáveis que o homem desenvolveu. A música, como vimos, existe há séculos. A história da humanidade é rica em composições musicais dos mais variados estilos.

Os instrumentos musicais também se sofisticaram e novos também foram inventados.

O mundo em que vivemos é um mundo musical. A música, seja ela cantada ou somente instrumentalizada está presente em tudo: do culto das igrejas às festas mais variadas; Visando, portanto, este áspecto musical do mundo, optei em abordar este maravilhoso e enebriante tema, iniciando-se com a música clássica.

Berço ilustre leva músico à erudição

Um eclético. Além de compositor, ele era também pintor, escritor, esportista --praticava natação, esgrima e equitação- e, segundo consta, era exímio dançarino. Homem refinado, poliglota, membro de uma rica família de banqueiros e intelectuais judeus convertida ao cristianismo, Felix Mendelssohn mostrou-se um talento precoce. Com apenas 17 anos, compôs uma unânime obra-prima: a abertura para Sonho de uma noite de verão (A Midsummer Night's Dream), baseada na obra de William Shakespeare.

Um ano antes, compusera um octeto para cordas. Aos 20 anos, já havia composto uma boa quantidade de cantatas, sinfonias, óperas, quartetos e concertos. Nascido em Hamburgo, na Alemanha, em 3 de fevereiro de 1809, foi idolatrado como gênio por seus contemporâneos germânicos. Sua música, porém, foi banida do país durante o nazismo.

Era neto do filósofo judeu Moses Mendelssohn e, desde cedo, teve uma educação esmerada. Vivendo em um ambiente culturalmente sofisticado, em meio abastado, recebeu da mãe as primeiras lições de piano e, aos 9 anos, publicou uma tradução de Andria, obra clássica de Terêncio, célebre poeta da Roma antiga.

Na mesma época, já apresentava seus primeiros concertos e, aos 12 anos, chegou a tocar especialmente para o poeta alemão Johann Wolfgang von Goethe. Apesar da enorme diferença de idade --Goethe então tinha 72 anos--, os dois teriam ficado grandes amigos. Mais tarde, na Universidade de Berlim, seria aluno do filósofo Georg Friedrich Hegel, ao mesmo tempo que estudava desenho e pintura na Escola de Belas Artes.

Quando completou integralmente seus estudos acadêmicos, Mendelssohn recebeu a permissão do pai, o banqueiro milionário Abraham Mendelssohn, para, enfim, dedicar-se em tempo integral à música, sua maior paixão. Também com a devida autorização e o financiamento paterno, empreendeu uma série de longas viagens pela Europa, com o objetivo de ampliar ainda mais seu universo cultural e musical. Esteve, por exemplo, na Inglaterra, Irlanda, Áustria, Itália e França. Pelo caminho, fez amizades com vários compositores, a exemplo de Chopin, Liszt e Berlioz.
 


 

 

Ao conhecê-lo, Berlioz escreveu: "O que ouvi dele me entusiasmou, estou fortemente convencido de que é um dos maiores talentos musicais de nosso tempo e é também uma dessas almas cândidas que raras vezes encontramos". Já o poeta Heine o trataria como um "segundo Mozart": "Excetuando-se o jovem Mendelssohn, que é um segundo Mozart --e sobre isso todos os músicos estão de acordo-- não conheço nenhum outro músico genial em Berlim", disse Heine.

Além do mérito de sua própria obra, Mendelssohn também foi responsável pela redescoberta de outro gênio da música universal. Em 1829, regeu em Berlim a Paixão Segundo São Mateus, do então esquecido Johann Sebastian Bach, cuja obra havia conhecido por meio de seu professor de piano, Karl Friedich Zelter. A partitura de Bach, que não era levada ao público desde a morte do compositor, ocorrida quase um século antes, fora-lhe presenteada pela tia-avó, Sara Levy. O amor de Mendelssohn pela música barroca de Bach levaria o amigo Berlioz a comentar: "O único defeito de Mendelssohn é que ele ama demasiadamente os mortos".

Mendelssohn era também admirador de Handel, de quem recebeu notória influência. Além disso, foi um dos primeiros músicos a valorizar os últimos quartetos de cordas compostos por Beethoven, composições consideradas um tanto quanto herméticas naquele tempo.

 

Em 1837, Mendelssohn casou-se com Cécile Jeanrenaud, filha de um clérigo da igreja francesa, com quem teve cinco filhos. Em 1843, fundou o prestigioso Conservatório de Música de Leipzig, onde junto com outros mestres, como Robert Schumman, dava aulas de composição e piano. Quatro anos mais tarde, sua irmã, Fanny Mendelssohn, também compositora, morreu subitamente. Ao receber a notícia, em Frankfurt, Mendelssohn passou mal e desmaiou. Os médicos diagnosticam uma trombose cerebral.

A partir de então, sua saúde nunca mais seria a mesma. Vítima de violentas e sistemáticas crises nervosas, viajou para uma temporada de repouso na Suíça. O tratamento não deu muito resultado. Quando retornou de lá, sem condições de trabalhar, pediu demissão do Conservatório de Leipzig. Em 4 de novembro de 1847, com apenas 38 anos, morreu em meio a um ataque de apoplexia (perda temporária da função cerebral).

 

 

 

Fonte: Folha de S.Paulo


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música: CLÁSSICA
12 de Dezembro de 2008

 

 

 

 

Filho é Bom, Mas Dura Muito

                                                 Mário Prata

— Aproveita agora, porque, depois que o seu filho nascer você nunca mais vai ter sossego na vida. Você nunca mais vai dormir.

— Aproveita agora, que ele ainda não tem cólicas noturnas e ainda mama nas horas certas, porque depois a sua vida se transformará num verdadeiro caos.

— Aproveita agora, que os dentinhos dele não começaram a nascer e, quando isso acontecer não vai ter Nenedent que acalme nem ele nem você.

— Aproveita agora, enquanto ele não engatinha, porque, quando começar a arrasar a casa e a derrubar cadeiras e bibelôs e lustres e a comer jornal, só vai dar dor de cabeça.

— Aproveita agora, antes que ele comece a andar. Aí acaba o sossego. É o perigo de ele bater a cabeça nas quinas das mesas, cair e meter a boca no chão, puxar panela no fogão. É um transtorno, filho andando. Ele correndo pela casa e você atrás.

— Aproveita agora, enquanto ele ainda não está na fase do "Por quê?", porque depois você não vai conseguir ler nem jornal nem livro e nem ver televisão. E vai ter que explicar sempre o inexplicável.

— Aproveita agora, que ele ainda não sabe ler e pedir o que quiser no restaurante. A única vantagem é você não precisar ficar traduzindo os filmes para ele.

— Aproveita agora, enquanto você programa as férias dele e ele ainda não ouviu falar no Disneyworld, porque você vai ter que pegar filas de duas horas e enfrentar montanhas-russas no escuro.

— Aproveita agora, que ele ainda não é tarado por música, porque, quando ele resolver ouvir "música" na sua casa — com ou sem os amigos —, até os vizinhos mais simpáticos irão reclamar. E não pense que ele vai tocar aquelas músicas do seu tempo, não.

— Aproveita agora, que ele ainda não entrou na adolescência. Pois, quando entrar, você nunca mais vai ter sossego, nunca mais vai dormir Não se esqueça da íntima relação entre a palavra adolescência e adoecer. Não ele, mas, sim, você.

— Aproveita agora, que ele ainda não está andando em más companhias, porque você vai ter que aturar figuras saídas sabe-se lá de onde, com cabelos, brincos e tatuagens que você jamais poderia imaginar um dia conviver.

— Aproveita agora, que ele ainda não tomou nenhuma bomba e você ainda acha que ele é tudo que você sonhou, porque, quando ele repetir de ano, você fará — para você mesmo — a eterna pergunta: "Meu Deus, onde foi que eu errei?".

— Aproveita agora, que ele ainda não decidiu que faculdade cursar porque a escolha dele não vai nunca coincidir com os planos que você fazia para ele, quando ele ainda engatinhava.

— Aproveita agora, que ele ainda não entrou na faculdade, porque, quando entrar, vai pedir um carro para ele ou usar o seu.

— Aproveita agora, que ele ainda avisa quando vai dormir fora de casa, e você pode dormir sossegado e não pensar em ligações desagradáveis para a polícia, o hospital e, o pior de tudo, para o IML.

— Aproveita agora, que ele ainda não se casou, porque, depois, ele nunca mais vai te visitar a não ser para pedir dinheiro emprestado.

— Aproveita agora, enquanto ele ainda não tem filhos, porque, quando tiver, é você quem vai tomar conta deles nos fins de semana. Seu sossego chegará ao fim, logo agora que você se aposentou.

— Aproveita agora, que ele ainda não se separou da primeira esposa, pois, quando isso acontecer, ele virá morar novamente na sua casa.

— Aproveita agora, que ele ainda te ajuda com um dinheirinho, porque a sua aposentadoria não dá para nada, pois a segunda mulher dele vai ser contra a ajuda.

— Aproveita agora, porque ele está pensando em te colocar num asilo de velhinhos!!!!!!!!!!!!


P.S. - A frase do título é do Marcelo von Zuben, dentista brasileiro que mora em Portugal, pai do Murilo e da Úrsula.

Texto extraído do livro "100 Crônicas", Cartaz Editorial Ltda. - São Paulo, 1997, pág. 15.

 

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11 de Dezembro de 2008

"PORQUE  NÃO PODEMOS DEIXAR DE FALAR DO QUE TEMOS VISTO E OUVIDO" Atos 4:20.

 

Como não apreciar uma música deste estilo e composta por um dos grandes compositores protestantes, servo de Deus e ainda considerado "O Gênio da Matemática?"

 

 

 

Quem aprende a tocar Bach pode tocar qualquer música. Esse mito popular vivo entre os músicos é apenas uma pequena mostra da grandeza do trabalho do compositor alemão Johann Sebastian Bach. Gênio da matemática, ele também foi uma figura excêntrica --assim como sua arte, dificílima. Era obstinado em combinar as melodias da música e, graças a sua técnica, dominou como ninguém a ciência da composição em prol da harmonia perfeita.

Nascido em 21 de março de 1685, em Eisenach, uma pequena cidade da Turingia, no centro da Alemanha, desde pequeno o caminho de Johann Sebastian Bach cruzou-se com o da Igreja Protestante de Martim Lutero, fundada na Alemanha do século 16, e da qual sua família, os tradicionais músicos Bach, fazia parte.

Naturalmente, seu pai, o violinista Johann Ambrosius Bach, educou os seus oito filhos para que se tornassem proeminentes músicos seguindo a tradição dos Bach, que passaram sua herança musical de geração em geração por 200 anos. Só que o seu caçula superou a todos. Órfão de pai e mãe aos nove anos de idade, Johann Sebastian passou a adolescência em Ohrdruf com seu irmão mais velho, o violinista Johann Christoph.

No fim do século 17, a Alemanha estava dividida em estados independentes, mas abertos a culturas européias, como as da Itália e França. Foi nesse cenário, que o jovem Bach adquiriu uma sofisticada formação cultural, absorvendo a arte dos compositores antigos e também a de seus contemporâneos barrocos Antonio Vivaldi, Reincken e Frescobaldi, entre outros.

Mas ele precisava de mais informação. Então, com quinze anos de idade, alcançou meios de desenvolver plenamente a sua intelectualidade, matriculando-se na respeitada escola São Miguel de Lüneburg. Consta-se que, ainda criança, transcrevia obras de autores em alemão, latim, francês ou italiano. Ávido por conhecimento, Bach estudava várias horas, todos os dias. Tudo para aperfeiçoar seu domínio técnico sobre a música, que despertou o fascínio de diversas gerações --mais tarde Mozart e Beethoven também o chamariam de "o pai da harmonia".

Esforçado, o compositor alemão teve vários empregos em igrejas e nas cortes que serviu na Alemanha. Em 1703, ele conseguiu seu primeiro trabalho, em Arnstadt, onde ocupou o cargo de organista da igreja de St. Boniface. E apesar da pouca idade, Bach já era um mestre em seu ofício e fez transformações musicais que escandalizaram seus superiores. Mas nem por isso mudou seu pensamento. No ano de 1707, casou-se com a sua jovem prima Maria Bárbara e constitui família cedo. Ela lhe deu sete filhos durante os treze anos do casamento, mas durante uma viagem do marido subitamente adoeceu e morreu.

Nessa época, Bach fora nomeado Kapellmeister (mestre de capela) em Cöthen. Sob a proteção do príncipe calvinista Leopold, ele ganhava um alto salário e pôde, sobretudo, dedicar-se à composição de músicas instrumentais. Datam dessa época seus concertos para violino e os seis Concertos de Brandenburgo, feitos sob encomenda para o duque de Brandenburgo. Um ano após a morte de Maria Bárbara, Bach casou-se novamente. Dessa vez, apaixonou-se pela filha de um trompetista da corte, a cantora Anna Magdalena, que se revelou uma companheira adorável. Ele tinha 36 anos e ela 20. Ao todo, o casal teve treze crianças.

Depois de vários anos trabalhando nas cortes alemãs, em 1723, Bach retornou as suas origens e mudou-se para Leipzig, onde assumiu o posto de organista e professor da igreja de São Tomas. Totalmente voltado à obra de Deus, consta que nos primeiros anos passados em Leipzig deixou de produzir música "profana" e passou a escrever exclusivamente concertos religiosos. Seus historiadores contam que, nessa época, Bach compôs uma quantidade prodigiosa de música eclesiástica, entre elas duas de suas maiores obra-primas: Johannespassion (Paixão segundo São João, 1723) e Matthauspassion (Paixão segundo São Mateus, 1729).

O gênio da ciência musical não acumulou riquezas, e trabalhou até os últimos dias de vida para prover o seu sustento e dos entes queridos. Cercado por sua família, Bach morreu completamente cego no dia 28 de julho de 1750. Consta-se que, em seu leito de morte, ele tenha ditado ao genro Altnkiol sua última obra: Senhor, eis-me diante do Teu Trono, que foi executada em seu funeral. Bach está enterrado num sepulcro sem marca na igreja de São Tomas.

 

 

CURIOSIDADES

Leitura à luz da lua

Sempre interessado em aprender cada vez mais, Bach não poupava esforços para avançar seus conhecimentos. Conta-se que certa vez, antes de completar 13 anos, ele pediu um livro emprestado ao seu irmão mais velho, Johann Christoph. Como este lhe negou, habilmente o menino encontrou uma solução para resolver o problema. Assim, todas as noites após irem se deitar, ele pegava o livro de música e varava madrugadas estudando. Como não podia acender velas para não chamar a atenção do irmão, por muito tempo estudou tendo como única claridade a luz da lua. Esse costume de transcrever obras na escuridão, aliás, perdurou por toda sua vida. Um esforço que certamente contribuiu para a sua completa cegueira.

Caminhada de 200 milhas a pé

Embora nunca tenha feito viagens fora da Alemanha, o compositor alemão chegou a cometer verdadeiras loucuras para vivenciar a música de outros artistas. Sua fama já era grande quando, em Arnstadt, resolveu pedir uma licença de quatro semanas do trabalho. Para ouvir o grande organista Dietrich Buxtehude, ele andou 200 milhas a pé até chegar ao seu destino, Lubeck. O problema é que demorou quatro meses para voltar. Essa "excentricidade" custou-lhe o seu emprego.

Mestre sentimental

A profundidade da música religiosa de Bach é impressionante. E da mesma forma que compunha suas obras, ensinava seus discípulos a executá-las no coral da igreja. Tanto que um de seus alunos, Gottlieb Ziegler, comentou certa vez: "Quanto à maneira de tocar o coral, meu professor, o mestre de capela Bach, ensinou-me de tal forma que não me limito a tocar os corais simplesmente seguindo a música, mas inspirado no sentimento que indicam as palavras".

Trabalhei "duro"

Além de produzir uma obra de imensa variedade e extensão, o grande Bach ainda foi organista, cravista, violinista, regente, diretor de serviços musicais de igreja e professor de meninos. Quando lhe perguntavam o segredo de tanto talento, respondia sem hesitação ou rodeios: "Eu trabalhei duro..."

Anel de Reincken

Bach escreveu para órgão durante toda a sua vida, sendo como organista virtuose e improvisador genial que seus contemporâneos apreciaram sua arte. Consta que ao fim de um longo improviso sobre An Wasserflüssen Babylon, o velho Reincken - sabidamente um homem orgulhoso - passou-lhe o anel que usava no dedo, e disse em alemão: "Eu pensava que esta arte morreria comigo, mas vejo que ela sobreviverá no senhor". Improvisações que também curvaram duques, príncipes e reis como Frederico 2º em Potsdam.

Nas mãos de um charlatão

Nascidos no mesmo ano e considerados os compositores alemães mais famosos da época, Bach e Handel viveram uma infeliz coincidência. Nunca se conheceram pessoalmente, mas ambos tiveram um destino parecido: quase cegos, foram operados pelo mesmo médico, o inglês ambulante John Taylor. No entanto, as cirurgias de ambos não foram bem-sucedidas e, pelas mãos de um charlatão, eles ficaram completamente cegos. No caso de Bach, a cirurgia não apenas se revelou inútil como contribuiu para agravar o seu estado geral e provocar um segundo ataque de apoplexia, privando-lhe os sentidos e movimentos.

Sistema de numeração BWV

As peças de Johann Sebastian Bach estão catalogadas com os números BWV, sendo que BWV significa Bach Werke Verzeichnis (Lista das Obras de Bach). Compilado por Wolfgang Schmieder, o catálogo foi publicado em 1950. Uma variante desse sistema usa o S (de Schmieder) no lugar de BWV, para identificar o autor do sistema de numeração.

 

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sinto-me: Saudosa
música: Quero Aprender - Sérgio Lopes
10 de Dezembro de 2008

 

 

Em post anterior, citei a música como um meio de comunicação mais pura e perfeita , transformando-a em linguagem mundial.

 

E, um dos temas mais sedutores é sobre a arte clássica ou Classicismo. A Arte Moderna se inicia com o CLASSICISMO, que é a sua primeira fase (sec.XVII a XVIII). Neste período o desenvolvimento da forma equilibrada conduz à predominância da música pura. O grande movimento de idéias, forjadas na Renascença, é que deu como resultado o nascimento da Arte Clássica ou Classicismo.

 

 

O Classicismo foi a realização plena daquilo que os últimos compositores barrocos já aspiravam: a criação de uma arte abstrata.

 

Os classicistas buscavam dar pureza total, em suas músicas, a fim de que o mero ato de ouvi-la,  bastasse para dar prazer.

 

Eis, portanto, a relevância de conhecermos os seus autores, com seus poderes expressivos, nesta linguagem evolutiva e prazerosa.

 

 

 

 Nascimento

Wolfgang Amadeus Mozart nasceu a 27 de Janeiro de 1756, pelas 20h00, na cidade de Salzburgo, na Áustria, o último dos 7 filhos de Leopold Mozart e Anna Maria Pertl Mozart, tendo sido baptizado um dia depois, na Catedral de São Ruperto, com o nome latino de Johannes Chrysostomus Wolfgang Gottlieb Mozart[1]. Mozart passou a vida a mudar a forma como se chamava e a forma como era chamado pelos outros.

 Nome

Os dois primeiros nomes de batismo recordam que o seu dia de nascimento, 27 de Janeiro, que era o dia de São João Crisóstomo. "Wolfgangus" era o nome do seu avô materno. "Theophilus" era o nome do seu padrinho, o negociante Johannes Theophilus Pergmayr.

Mozart continuou, mais tarde, a fazer modificações ao seu nome, em especial o nome do meio, "Theophilus" (Teófilo) que significa, em grego, "Amigo de Deus". Só em raras ocasiões usou a versão latina deste nome, "Amadeus", que hoje tornou-se a mais vulgar. Preferia a versão francesa Amadé ou Amadè. Usou também as formas italiana "Amadeo" e alemã "Gottlieb".

Mozart menino (1763)

Infância

Mozart foi uma criança prodígio. Filho de uma família musical burguesa, começou a compor minuetos para cravo com a idade de cinco anos. O seu pai Leopold Mozart foi também compositor, embora de menor relevo. Algumas das primeiras obras que Mozart escreveu enquanto criança foram duetos e pequenas composições para dois pianos, destinadas a serem interpretadas conjuntamente com sua irmã, Maria Anna Mozart, conhecida por Nannerl.

Em 1763 seu pai o levou, junto com a sua irmã Nannerl, então com 12 anos, numa viagem pela França e Inglaterra. Em Londres, Mozart conheceu Johann Christian Bach, último filho de Johann Sebastian Bach, que exerceria grande influência em suas primeiras obras.

Wolfgang Amadeus Mozart
Wolfgang Amadeus Mozart
 Adulto

Entre 1770 e 1773 visitou a Itália por três vezes. Lá, compôs a ópera Mitridate, re di Ponto que obteve um êxito apreciável. A eleição, em 1772, do conde Hieronymus Colloredo como arcebispo de Salzburgo mudaria esta situação. A Sociedade da Corte vienense implicava com a origem burguesa e os modos de Mozart, e Colloredo não admitia que um mero empregado - que era o estatuto dos músicos, nessa época - passasse tanto tempo em viagens ao estrangeiro. O resto dessa década foi passado em Salzburgo, onde cumpriu os seus deveres de "Konzertmeister" (mestre de concerto), compondo missas, sonatas de igreja, serenatas, divertimentos e outras obras. Mas o ambiente de Salzburgo, cada vez mais sem perspectivas, levava a uma constante insatisfação de Mozart com a sua situação.

Em 1781, Colloredo ordena a Mozart que se junte a ele e sua comitiva em Viena. Insatisfeito por ser colocado entre os criados, pediu a demissão. A partir daí passa a viver da renda de concertos, da publicação de suas obras e de aulas particulares, sendo pioneiro nessa tentativa autônoma de comercialização de sua obra. Inicialmente tem sucesso, e o período entre 1781 e 1786 é um dos mais prolíficos de sua carreira, com óperas (Idomeneo - 1781, O Rapto do Serralho - 1782), as sonatas para piano, música de câmara (especialmente os seis quartetos de cordas dedicados a Haydn) e principalmente com uma deslumbrante seqüência de concertos para piano. Em 1782 casa, contra a vontade do pai, com Constanze Weber. Constanze era irmã mais jovem de Aloisia Weber Lange, cantora lírica por quem Mozart se apaixonara poucos anos antes.

Em 1786, compõe a primeira ópera em que contou com a colaboração de Lorenzo da Ponte: As bodas de Fígaro. A ópera fracassa em Viena, mas faz um sucesso tão grande em Praga que Mozart recebe uma encomenda de uma nova ópera. Esta seria Don Giovanni, considerada por muitos a sua obra-prima. Mais uma vez, a obra não foi bem recebida em Viena. Mozart ainda escreveria Così fan tutte, com libreto de Da Ponte, em 1789 (que seria a última colaboração de Lorenzo da Ponte).

A partir de 1786 sua popularidade começou a diminuir junto do público vienense, o que agravaria a sua condição financeira. Isso não o impediu de continuar compondo obras-primas, como Quintetos de cordas (K.515 em Dó maior, K.516 em Sol menor em 1787), Sinfonias (K.543 em Mi bemol maior (nº39); K.550 em Sol menor (nº40), que a sua música mais importante e famosa; K.551 em Dó maior (nº41) em 1788), e um Divertimento para Trio de Cordas (K.563 em 1788), mas nos seus últimos anos a sua produção declinou devido a problemas financeiros, à precariedade da sua saúde e da sua esposa Constanze; aliados a uma crescente preocupação do compositor em relação à sinceridade do amor que esta o dedicava e à crescente frustração com o não reconhecimento.

 Últimos Dias

Em 1791 compõe suas duas últimas óperas: A Flauta Mágica e A Clemência de Tito, seu último concerto para piano (K.595 em si bemol maior) e o belo Concerto para clarinete em lá maior (K.622). Na primavera desse ano, recebe a encomenda de um Requiem (K.626). Contudo, trabalhando em outros projetos e com a saúde cada vez mais enfraquecida, morre a uma hora da manhã da madrugada de 4 para 5 de Dezembro, deixando a obra inacabada (há uma lenda que diz que o Requiem estaria sendo composto para tocar em sua própria missa de sétimo dia). Será completada por Franz Süssmayr, seu discípulo. No dia 6 de dezembro, às 15 horas seu corpo é levado para a Igreja de Santo Estevão para uma cerimônia sem pompa nem música. Süssmayr, Salieri e mais três pessoas acompanham o cortejo até às portas de Viena, porém o mau tempo os faz retornar. Constanze Weber, sua esposa, não quis acompanhar o cortejo pois estava deveras abalada, não saindo sequer de casa naquele dia. Mozart foi enterrado numa vala comum, no cemitério de São Marx, em Viena. Até hoje não se sabe ao certo o local exato de seu túmulo.

 

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sinto-me: Tranquila
música: Sinfonia nº 40
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