O JÚBILO DE QUEM AMA
13 de Julho de 2010

Maximilian Carl Emil Weber

Maximilian Carl Emil Weber

Nascimento 21 de abril de 1864
Erfurt Alemanha
Morte 14 de Junho de 1920 (56 anos)
Munique Alemanha
Nacionalidade Alemã
Ocupação Juristaeconomistasociólogo
Principais trabalhos
Cônjuge Marianne Schnitger

 

 

 

 

 

Max Weber viveu no período em que as primeiras disputas sobre a metodologia das ciências sociais começavam a surgir na Europa, sobretudo em seu país, a Alemanha. Filho de uma família de classe média alta, considerada como burgueses liberais, o seu pai era  advogado, Weber encontrou em sua casa uma atmosfera intelectualmente estimulante. Ainda era criança quando se mudaram para Berlim. Em 1882 foi para a Faculdade de Direito de Heidelberg. Um ano depois transferiu-se para Estrasburgo, onde prestou o serviço militar.


 

Em 1884 reiniciou os estudos universitários, em Göttingen e Berlim, dedicando-se as áreas de economia, história, filosofia e direito. Trabalhou na Universidade de Berlim como livre-docente, ao mesmo tempo em que era assessor do governo. Cinco anos depois, escreveu sua tese de doutoramento sobre a história das companhias de comércio durante a Idade Média. A seguir escreveu a tese "A História das Instituições Agrárias". Manteve contato permanente com intelectuais de sua época. Na política defendeu ardorosamente seus pontos de vista liberais e parlamentaristas e participou da comissão redatora da Constituição da República de Weimar. Sua maior influência nos ramos especializados da sociologia foi no estudo das religiões, estabelecendo relações entre formações políticas e crenças religiosas.


 

. Foi um dos principais nomes da sociologia moderna. Realizou extensos estudos sobre história comparativa e foi um dos autores mais influentes no estudo do surgimento do capitalismo e da burocracia, bem como da sociologia da religião. Um dos seus objetivos principais foi refutar a tese de Karl Marx, segundo a qual o capitalismo nascera somente da exploração do homem pelo homem.

 



Para Weber, o capitalismo teria sido impulsionado por uma mudança comportamental provocada pela Reforma Luterana do século 16. Ocasião quando dela emergiu a seita dos calvinistas com seu forte senso de predestinação e vocação para o trabalho.

 

 

No plano pessoal, mesmo seu casamento com Marianne Schnitger não escapa a um ato de dever; ou melhor, Weber está tão impregnado do sentimento de honra, de devotamento e de dever, que dá ao casamento esse aspecto. Enquanto não consegue a independência financeira, não ousa pedir Marianne em casamento. Afinal, é constrangido a isso no momento em que um de seus amigos a pede em casamento. Max Weber cerca seu pedido de várias condições, entre as quais a de um prazo suficientemente longo para que ele atinja a autonomia financeira antes da realização das núpcias. Para que não pesasse sobre essa relação nenhuma sombra de deveres e obrigações passadas, ele exige que sua prima Emmy, que alimentara esperanças de se casar com ele um dia, compreenda e consinta no casamento, assim como sua mãe e sua tia. Insiste, ainda, para que seu amigo-concorrente renuncie voluntariamente ao projeto de casar-se com Marianne.


 

Casou-se, em 1893, com Marianne Schnitger e, no ano seguinte, tornou-se professor de economia na Universidade de Freiburg, transferindo-se, em 1896, para a de Heidelberg.

 

 

 

Depois disso, passou por um período de perturbações nervosas que o levaram a deixar o trabalho. Só voltou à atividade em 1903, participando da direção de uma das mais destacadas publicações de ciências sociais da Alemanha. No ano seguinte publicou ENSAIOS, sobre a objetividade nas ciências sociais e a primeira parte de "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", que se tornaria sua obra mais conhecida e é de fato fundamental para a reflexão sociológica.

 


O primeiro texto sobre a sociologia religiosa, o que trata da "ética protestante", deve, ao menos em parte, sua problemática ao contexto político- intelectual do círculo reunido em Heidelberg em torno de von Deissmann, bem como à longa viagem realizada por Max Weber junto com outros professores alemães aos Estados Unidos, por ocasião da Exposição Universal de 1904 em St. Louis.

 

 

A primeira parte de seu estudo foi escrita antes; a segunda, depois da viagem aos Estados Unidos. Hugo Münsterberg, de origem alemã, professor de psicologia e de filosofia na Universidade de Harvard, teve um papel-chave nas relações universitárias, americano- alemãs na virada do século. O congresso científico organizado no momento da Exposição Universal de 1904 foi a ocasião para que um número expressivo de professores alemães estabelecesse contatos pessoais e se apresentasse ao público americano. Ernst Troeltsch e Ferdinand Tönnies faziam parte da delegação alemã. Apesar de seu prestígio na Alemanha, essa estada de Weber não deixou marcas na sociologia americana.

 


Embora com a saúde abalada, Weber evitava toda manifestação de caráter mundano. Ele fundamentava-se na Bíblia Sagrada, onde enfatiza que: “Não ameis o mundo, nem no que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não são do Pai, mas do mundo.” I João 2: 15-16, preconizando o valor da Religião Protestante no âmbito social, onde seus adeptos afastava-se das "coisas do mundo", dedicando-se à vida religiosa, exercendo papeis importantes na sociedade, como: ajudando ao próximo e reunindo-se em prol de uma só verdade.

 


Além disso, tratou de um assunto econômico, os problemas agrários, diante de um público composto sobretudo de sociólogos, entre os quais os da Escola de Chicago. Em compensação, os Estados Unidos provocaram em Weber uma impressão que muito influiu em suas pesquisas. Weber passou quatro meses nos Estados Unidos, onde se interessou de forma especial pela organização das religiões protestantes, pela filantropia e pela caridade organizadas, assim como pelo papel desempenhado por essas organizações religiosas enquanto grupos de pressão sobre outras organizações mais formais, como os sindicatos.

 

 

Assim, em Chicago, Weber encontra Forence Kelley, que, apoiado no socialismo de um grupo religioso, lutava contra a corrupção dos dirigentes sindicais. Visita também um de seus sobrinhos, descendente de refugiados político-religiosos, em Oklahoma. O que interessa e empolga Max Weber é a importância, nos Estados Unidos, da influência germânica mediatizada pela cultura religiosa, ainda mais viva e menos secularizada que no protestantismo alemão (Weber 1906c). A admiração, e até o fascínio, que exerce sobre Weber a força transformadora do pensamento protestante, de um lado, e a angústia da organização racional de mundo que ela gera, de outro, dão origem à tensão que perpassa toda a sua obra entre a fetichização da modernização- racionalização do mundo e o pessimismo cultural que teme o desaparecimento da liberdade individual. Em uma análise diacrônica, esses dois pólos correspondem à primeira fase, a da racionalização, que libera o indivíduo das imposições sociais tradicionais (o famoso "fundo individualista no movimento" já encontrado em sua enquête no meio agrícola no fim do século XIX), e à fase posterior, em que a burocracia cria a "prisão" dos constrangimentos atuais. Na análise sincrônica, esses dois pólos representam o Novo Mundo dinâmico dos Estados Unidos e o Velho Mundo da Alemanha. Mas, vamos acompanhar a argumentação na Ética Protestante.

 


Herdeiro da tradição da escola histórica, Weber começa pela constatação de um problema: a posição dominante dos protestantes na vida econômica alemã. Aborda seu objeto de estudo de modo indutivo, que vai se apresentando aos poucos no texto. Depois de uma primeira comparação sincrônica com outros fenômenos de disparidades econômicas (regionais, minorias nacionais), Weber constata a pertinência do fator religioso. Mas logo adverte contra interpretações apressadas, pois, inicialmente, a Reforma havia sido um movimento de moralização religiosa, "ela significava a substituição de uma autoridade muito frouxa [...] por outra, que penetrava todos os domínios da vida pública ou privada, impondo uma regulamentação do comportamento muitíssimo pesada e severa" (Weber 1905).

 

 

Ao mesmo tempo, a criação de riqueza e a herança não explicam por si sós a posição econômica dominante dos protestantes na Alemanha. Com base em estatísticas referentes à educação, Weber consegue mostrar uma sobre- representação, nas escolas superiores, de filhos de famílias protestantes e de uma sub-representação de católicos que, além disso, freqüentam escolas tradicionais e não as escolas técnicas e comerciais.

 

 

Fato ainda mais surpreendente, os católicos, minoria na Alemanha, não apresentam, como é costume no caso de minorias excluídas dos cargos de decisão política, interesse pelas atividades econômicas. Weber procura, pois, os fatores que expliquem essa diferença nas "particularidades mentais [...] inculcadas pelo ambiente religioso da comunidade ou do meio familiar".

Weber parte de dados estatísticos que lhe mostraram a proeminência de adeptos da Reforma Protestante entre os grandes homens de negócios, empresários bem sucedidos e mão-de-obra qualificada. A partir daí procura estabelecer conexões entre a doutrina e a pregação protestante, seus efeitos no comportamento dos indivíduos e sobre o desenvolvimento capitalista.

 


Weber descobre que os valores do protestantismo – como a disciplina ascética, a poupança, a austeridade, a vocação, o dever e a propensão ao trabalho – atuavam de maneira decisiva sobre os indivíduos. No seio das famílias protestantes, os filhos eram criados para o ensino especializado e para o trabalho fabril, optando sempre por atividades mais adequadas à obtenção do lucro, preferindo o cálculo e os estudos técnicos ao estudo humanístico, além de que havia a concepção puritana das relações conjugais.

 

 

Weber mostra a formação de uma nova mentalidade, um ethos – conjunto dos costumes e hábitos fundamentais – propício ao capitalismo, em flagrante oposição ao “alheamento” e à atitude contemplativa do catolicismo, voltada para a oração, sacrifício e renúncia da vida prática, como vimos acima mencionado.

 


Um dos aspectos importantes deste trabalho, no seu sentido teórico, está em expor as relações entre religião e sociedade, desvendando particularidades sobre o capitalismo.

 


A relação entre a religião e a sociedade não se dá por meios institucionais, mas por intermédio de valores introjetados nos indivíduos e transformados em motivo da ação social. A motivação do protestante, segundo Weber, é o trabalho, enquanto dever e vocação, como um fim absoluto em si mesmo, e não o ganho material obtido por meio dele.

 


A seguir, Weber discute, para rejeitá-lo, o argumento corrente que opõe o "distanciamento do mundo" do catolicismo, seus elementos ascéticos, ao materialismo protestante, conseqüência da secularização de todos os domínios da vida pelo protestantismo. Bem ao contrário, ele mostra um profundo parentesco entre espírito comercial e piedade cristã em certas tendências protestantes, em particular  no calvinismo. Mas, as religiões protestantes distinguem-se entre si pela maior ou menor presença desses dois aspectos.

 


"[...] ocorre-nos um grande número de correlações possíveis, vagamente percebidas. Nossa tarefa será então de formular o mais claramente possível o que só percebemos de forma ainda confusa diante da inesgotável diversidade de fenômenos históricos. Será necessário abandonar o campo das representações vagas e gerais, para penetrar nos traços específicos e nas diferenças desses universos religiosos que constituem historicamente as diversas expressões do cristianismo".

 



Em 1906 redigiu dois ensaios sobre a Rússia: "A Situação da Democracia Burguesa na Rússia" e "A Transição da Rússia para o Constitucionalismo de Fachada". No início da Primeira Guerra Mundial, Weber, no posto de capitão, foi encarregado de administrar nove hospitais em Heidelberg.

 

 


Quando a guerra terminou, mudou-se para Viena, onde deu o curso "Uma Crítica Positiva da Concepção Materialista da História". A partir de uma confissão de fé pessoal, Max Weber analisa a maturidade política da classe chamada, na sua opinião, a dirigir a Alemanha:


"Sou um membro da classe burguesa. Sinto-me como tal, fui educado de acordo com suas concepções e seus ideais. No entanto, é de vocação (Beruf) de a  nossa ciência dizer o que não se gosta de ouvir — de dizê-lo para o alto e para baixo, inclusive para a própria classe [...].

 

 

Não foi a burguesia, por sua própria força, que criou o Estado alemão. Uma vez criado, houve no comando da nação uma figura de César, feita de cepa diferente da burguesa [...].

 

 

É claro que grande parte da alta burguesia deseja o aparecimento de um novo César que a proteja das classes populares ascendentes, tanto quanto da tendência ao reformismo social vinda do alto, tendência esta que lhe parece ser a das dinastias alemãs."

 


Para atingir a explicação dos fatos sociais, Weber propôs um instrumento de análise que chamou de “tipo ideal”, sobretudo analisando o comportamento do romano no auge do império, o aristocrata dono de terras que constituía a elite política e econômica de Roma:

 


“ O tipo do grande proprietário de terra romana não é o do                agricultor que dirige pessoalmente a empresa, mas é o homem  que vive na cidade, pratica a política e quer, antes de tudo        perceber rendas em dinheiro. A gestão de suas terras  está nas mãos dos servos inspetores." (villici).


 

Em 1919 pronunciou conferências em Munique, publicadas sob o título de "História Econômica Geral". No ano seguinte faleceu em consequência de uma pneumonia aguda.

 

 

 

 



Esta é uma compilação, os quais agradeço por contribuirem para a elaboração desta bibliografia.

cleudf
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publicado por cleudf às 01:29 link do post
sinto-me: Fortalecida pela graça
música: 5ª Sinfonia de Beethoven
Oi, anjo!

Acho que você gostará desta notícia: o livro com o poema ‘VIDA: Já perdoei erros quase imperdoávei’ já está nas livrarias de Portugal!

Estou deixando o link do vídeo do livro no you tube para você ver depois. Está muito bonito!

http://www.youtube.com/watch?v=UmgROzFwzcA

Beijinhos...
sofiaandreazza a 18 de Setembro de 2010 às 21:48
Estou habituado na leitura de blogs na Internet, adoro muito deste, irei adicionar a minha visita diária :)
jogos de futebol a 23 de Agosto de 2011 às 13:30
Essee cara éra demais!!!!!!!
maria de nazaré a 27 de Agosto de 2013 às 12:21
Cleudf
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