O JÚBILO DE QUEM AMA
11 de Dezembro de 2008

"PORQUE  NÃO PODEMOS DEIXAR DE FALAR DO QUE TEMOS VISTO E OUVIDO" Atos 4:20.

 

Como não apreciar uma música deste estilo e composta por um dos grandes compositores protestantes, servo de Deus e ainda considerado "O Gênio da Matemática?"

 

 

 

Quem aprende a tocar Bach pode tocar qualquer música. Esse mito popular vivo entre os músicos é apenas uma pequena mostra da grandeza do trabalho do compositor alemão Johann Sebastian Bach. Gênio da matemática, ele também foi uma figura excêntrica --assim como sua arte, dificílima. Era obstinado em combinar as melodias da música e, graças a sua técnica, dominou como ninguém a ciência da composição em prol da harmonia perfeita.

Nascido em 21 de março de 1685, em Eisenach, uma pequena cidade da Turingia, no centro da Alemanha, desde pequeno o caminho de Johann Sebastian Bach cruzou-se com o da Igreja Protestante de Martim Lutero, fundada na Alemanha do século 16, e da qual sua família, os tradicionais músicos Bach, fazia parte.

Naturalmente, seu pai, o violinista Johann Ambrosius Bach, educou os seus oito filhos para que se tornassem proeminentes músicos seguindo a tradição dos Bach, que passaram sua herança musical de geração em geração por 200 anos. Só que o seu caçula superou a todos. Órfão de pai e mãe aos nove anos de idade, Johann Sebastian passou a adolescência em Ohrdruf com seu irmão mais velho, o violinista Johann Christoph.

No fim do século 17, a Alemanha estava dividida em estados independentes, mas abertos a culturas européias, como as da Itália e França. Foi nesse cenário, que o jovem Bach adquiriu uma sofisticada formação cultural, absorvendo a arte dos compositores antigos e também a de seus contemporâneos barrocos Antonio Vivaldi, Reincken e Frescobaldi, entre outros.

Mas ele precisava de mais informação. Então, com quinze anos de idade, alcançou meios de desenvolver plenamente a sua intelectualidade, matriculando-se na respeitada escola São Miguel de Lüneburg. Consta-se que, ainda criança, transcrevia obras de autores em alemão, latim, francês ou italiano. Ávido por conhecimento, Bach estudava várias horas, todos os dias. Tudo para aperfeiçoar seu domínio técnico sobre a música, que despertou o fascínio de diversas gerações --mais tarde Mozart e Beethoven também o chamariam de "o pai da harmonia".

Esforçado, o compositor alemão teve vários empregos em igrejas e nas cortes que serviu na Alemanha. Em 1703, ele conseguiu seu primeiro trabalho, em Arnstadt, onde ocupou o cargo de organista da igreja de St. Boniface. E apesar da pouca idade, Bach já era um mestre em seu ofício e fez transformações musicais que escandalizaram seus superiores. Mas nem por isso mudou seu pensamento. No ano de 1707, casou-se com a sua jovem prima Maria Bárbara e constitui família cedo. Ela lhe deu sete filhos durante os treze anos do casamento, mas durante uma viagem do marido subitamente adoeceu e morreu.

Nessa época, Bach fora nomeado Kapellmeister (mestre de capela) em Cöthen. Sob a proteção do príncipe calvinista Leopold, ele ganhava um alto salário e pôde, sobretudo, dedicar-se à composição de músicas instrumentais. Datam dessa época seus concertos para violino e os seis Concertos de Brandenburgo, feitos sob encomenda para o duque de Brandenburgo. Um ano após a morte de Maria Bárbara, Bach casou-se novamente. Dessa vez, apaixonou-se pela filha de um trompetista da corte, a cantora Anna Magdalena, que se revelou uma companheira adorável. Ele tinha 36 anos e ela 20. Ao todo, o casal teve treze crianças.

Depois de vários anos trabalhando nas cortes alemãs, em 1723, Bach retornou as suas origens e mudou-se para Leipzig, onde assumiu o posto de organista e professor da igreja de São Tomas. Totalmente voltado à obra de Deus, consta que nos primeiros anos passados em Leipzig deixou de produzir música "profana" e passou a escrever exclusivamente concertos religiosos. Seus historiadores contam que, nessa época, Bach compôs uma quantidade prodigiosa de música eclesiástica, entre elas duas de suas maiores obra-primas: Johannespassion (Paixão segundo São João, 1723) e Matthauspassion (Paixão segundo São Mateus, 1729).

O gênio da ciência musical não acumulou riquezas, e trabalhou até os últimos dias de vida para prover o seu sustento e dos entes queridos. Cercado por sua família, Bach morreu completamente cego no dia 28 de julho de 1750. Consta-se que, em seu leito de morte, ele tenha ditado ao genro Altnkiol sua última obra: Senhor, eis-me diante do Teu Trono, que foi executada em seu funeral. Bach está enterrado num sepulcro sem marca na igreja de São Tomas.

 

 

CURIOSIDADES

Leitura à luz da lua

Sempre interessado em aprender cada vez mais, Bach não poupava esforços para avançar seus conhecimentos. Conta-se que certa vez, antes de completar 13 anos, ele pediu um livro emprestado ao seu irmão mais velho, Johann Christoph. Como este lhe negou, habilmente o menino encontrou uma solução para resolver o problema. Assim, todas as noites após irem se deitar, ele pegava o livro de música e varava madrugadas estudando. Como não podia acender velas para não chamar a atenção do irmão, por muito tempo estudou tendo como única claridade a luz da lua. Esse costume de transcrever obras na escuridão, aliás, perdurou por toda sua vida. Um esforço que certamente contribuiu para a sua completa cegueira.

Caminhada de 200 milhas a pé

Embora nunca tenha feito viagens fora da Alemanha, o compositor alemão chegou a cometer verdadeiras loucuras para vivenciar a música de outros artistas. Sua fama já era grande quando, em Arnstadt, resolveu pedir uma licença de quatro semanas do trabalho. Para ouvir o grande organista Dietrich Buxtehude, ele andou 200 milhas a pé até chegar ao seu destino, Lubeck. O problema é que demorou quatro meses para voltar. Essa "excentricidade" custou-lhe o seu emprego.

Mestre sentimental

A profundidade da música religiosa de Bach é impressionante. E da mesma forma que compunha suas obras, ensinava seus discípulos a executá-las no coral da igreja. Tanto que um de seus alunos, Gottlieb Ziegler, comentou certa vez: "Quanto à maneira de tocar o coral, meu professor, o mestre de capela Bach, ensinou-me de tal forma que não me limito a tocar os corais simplesmente seguindo a música, mas inspirado no sentimento que indicam as palavras".

Trabalhei "duro"

Além de produzir uma obra de imensa variedade e extensão, o grande Bach ainda foi organista, cravista, violinista, regente, diretor de serviços musicais de igreja e professor de meninos. Quando lhe perguntavam o segredo de tanto talento, respondia sem hesitação ou rodeios: "Eu trabalhei duro..."

Anel de Reincken

Bach escreveu para órgão durante toda a sua vida, sendo como organista virtuose e improvisador genial que seus contemporâneos apreciaram sua arte. Consta que ao fim de um longo improviso sobre An Wasserflüssen Babylon, o velho Reincken - sabidamente um homem orgulhoso - passou-lhe o anel que usava no dedo, e disse em alemão: "Eu pensava que esta arte morreria comigo, mas vejo que ela sobreviverá no senhor". Improvisações que também curvaram duques, príncipes e reis como Frederico 2º em Potsdam.

Nas mãos de um charlatão

Nascidos no mesmo ano e considerados os compositores alemães mais famosos da época, Bach e Handel viveram uma infeliz coincidência. Nunca se conheceram pessoalmente, mas ambos tiveram um destino parecido: quase cegos, foram operados pelo mesmo médico, o inglês ambulante John Taylor. No entanto, as cirurgias de ambos não foram bem-sucedidas e, pelas mãos de um charlatão, eles ficaram completamente cegos. No caso de Bach, a cirurgia não apenas se revelou inútil como contribuiu para agravar o seu estado geral e provocar um segundo ataque de apoplexia, privando-lhe os sentidos e movimentos.

Sistema de numeração BWV

As peças de Johann Sebastian Bach estão catalogadas com os números BWV, sendo que BWV significa Bach Werke Verzeichnis (Lista das Obras de Bach). Compilado por Wolfgang Schmieder, o catálogo foi publicado em 1950. Uma variante desse sistema usa o S (de Schmieder) no lugar de BWV, para identificar o autor do sistema de numeração.

 

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sinto-me: Saudosa
música: Quero Aprender - Sérgio Lopes
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