O JÚBILO DE QUEM AMA
22 de Fevereiro de 2009

Charles Grandison Finney
Charles Grandison Finney
 

Charles Grandison Finney (Warren, 24 de agosto de 1792 - Oberlin, 16 de agosto de 1875) foi um pregador, advogado, professor, teólogo, abolicionista e avivalista estado-unidense, um dos líderes do Segundo Grande Despertar (Second Great Awakening).

Introduziu várias inovações no ministério religioso, tais como a censura pública e nominal de pessoas durante o sermão, a permissão da manifestação das mulheres em cultos para ambos os gêneros e outros. Era também famoso por realizar seus sermões de improviso.

 Nascido numa pequena cidade do Connecticut, Finney era o mais jovem dos quinze filhos de um típico casal de fazendeiros. Frequentou a escola até os quinze ou desesseis anos de idade, quando foi tido como capaz de lecionar nas mesmas instituições e nos mesmos moldes pelos quais fora formado. Sua grande estatura, olhar penetrante, pendor musical e espírito de liderança logo lhe granjearam o reconhecimento da comunidade.

Mais tarde ingressou como aprendiz num escritório advocatício, onde pretendia estudar para tornar-se um advogado, em Adams, tendo se formado posteriormente e exercido a profissão com sucesso. 

 Com a idade de vinte e nove anos, sob orientação do pastor George Washington Gale, formou-se ministro da Igreja Presbiteriana, embora desde o começo já tivesse muitas divergências acerca de doutrinas fundamentais pregadas por aquela denominação.

Em 1832 mudou-se para a cidade de Nova Iorque, onde pastoreou na Chatham Street Chapel, e mais tarde fundou e pastoreou no Broadway Tabernacle (atualmente chamada de Broadway United Church of Christ).

Ao largo de sua atividade como evangelizador popular, Finney envolveu-se com o movimento abolicionista. Já em 1821 negara comunhão a traficantes de escravos em suas igrejas.

Em 1835 mudou-se para Ohio onde atuou como professor de teologia e depois presidente (reitor) do Oberlin College(no período de 1851 – 1866).

Antes de sua conversão Finney era um ativo membro da Maçonaria, tornando-se depois desta um forte oponente da entidade, tendo escrito um extenso livro atacando-a, intitulado "The Character, Claims, and Practical Workings of Freemasonry" ("O Caráter, Pretensões, e Funcionamento Prático da Maçonaria", numa livre tradução).

Havia alcançado o terceiro grau como Mestre Maçom, em oito anos. Veio depois a afirmar que parte de seu juramento como maçom era imoral e a Maçonaria era perigosa ao governo civil, comprovando isto com o assassinato do anti-maçom William Morgan.

 

A conversão de Finney e o seu imediato batismo no Espírito Santo, contados em sua biografia, são impressionantes. O amor a Deus, a fome de sua Palavra, a unção para testemunhar e anunciar do Evangelho vieram sobre ele no dia de sua entrega a Jesus. Imediatamente, o advogado perdeu todo o gosto pela sua profissão e tornou-se um dos mais famosos pregadores do Evangelho.

 

 Eis o segredo dos grandes pregadores, nas palavras do próprio Finney: Os meios empregados eram simplesmente pregação, cultos de oração, muita oração em secreto, intensivo evangelismo pessoal e cultos para a instrução dos interessados. Eu tinha o costume de passar muito tempo orando; acho que, às vezes, orava realmente sem cessar. Achei, também, grande proveito em observar freqüentemente dias inteiros de jejum em secreto. Em tais dias, para ficar inteiramente sozinho com Deus, eu entrava na mata, ou me fechava dentro do templo.

 

 Este conceituado advogado freqüentava assiduamente as reuniões de oração em Adams, Nova York, mas a sede de salvação lhe invadiu a alma “numa tarde de domingo, no outono de 1821”. Todavia, se achava muito ocupado no seu escritório de advocacia e pouco tempo lhe sobrava para a leitura da Bíblia. Seu orgulho, no entanto,  lhe vedava as portas das oportunidades. Quando orava, dizia ele, “fazia-o entre  dentes, assim mesmo só depois de haver tapado o buraco da fechadura, para que ninguém viesse a descobri-lo.” A Bíblia era conservada sobre a mesa, debaixo dos livros de jurisprudência para que ninguém soubesse que ele era assíduo leitor do Livro Santo. Parecia-lhe, por vezes, que o coração se tornava endurecido e os olhos sem lágrimas. Apoderavam-se dele estranhos sentimentos de culpa, até que veio a crise terrível. Vozes lhe falavam à consciência: “Que estás tentando fazer?” “Não prometeste entregar o coração a Deus?” A realidade da expiação de Cristo se lhe tornara clara à mente e de maneira maravilhosa.

 

 

 Parado à rua, sem se lembrar quanto tempo aí ficara, veio-lhe a pergunta: “Aceita-Lo-ás agora?” E ele responde imediatamente: “Sim, aceitá-lo-ei HOJE ou morrerei!”

 

Enveredou-se, portanto, por um trecho da floresta, caminho do qual costumava dar um passeio diário, “sentindo que devia estar só, longe dos olhos e dos ouvidos humanos”.  O orgulho de ser visto, no entanto, continuava. Ele, um advogado, estar a braços com problemas religiosos... Parecia-lhe uma humilhação... Mas foi subindo a encosta da colina. E penetrou no bosque, achando um refúgio, numa profundidade de meio milha, do outro lado da montanha. Ajoelhou-se para orar. “Ou entregarei hoje o coração a Deus, ou nunca mais descerei dessa encosta”.

 

Descobriu que não podia orar. Oh! Se pudesse falar bem alto e ninguém ouvisse senão Deus! Mas... Ao farfalhar das folhas... Podia ser alguém espiando... Ele, um homem de letras, ali ajoelhado... Por várias vezes tentava orar e por outras tantas fracassava... Aproximava-se do desespero. “Meu coração está morto para Deus”, pensava ele. Afinal, acreditou que já era tarde demais e que o Senhor o havia abandonado...

 

Abriu os olhos de repente... Parecia-lhe que alguém se aproximava... E foi então, nesse instante, que lhe foi revelado o orgulho e a obstinação que o escravizavam. Pôs-se a gritar, desesperadamente. Não! Era um pecador impenitente e estava diante do seu Deus! Que todos o vissem! Todos! Já não se importaria mais...

 

Uma passagem das Santas Escrituras lhe penetrou na alma, como um “dilúvio de luz”: BUSCAR-ME-EI E ME ACHAREIS, QUANDO ME BUSCARDES DE TODO O VOSSO CORAÇÃO!” Acreditara sempre na Bíblia, intelectualmente. Agora cria na veracidade da Palavra. E foi assim que orou, clamando, rogando, insistindo e chorando:

 

“- Senhor, tomo a Ti pela Tua Palavra! Agora tu sabes que te busco de todo o coração e que vim a este lugar para orar a Ti e Tu prometeste ouvir-me!

 

E a passagem lhe vinha à mente repetidas vezes: “... Quando me buscardes de todo o vosso coração!” Deus não podia mentir. A sua palavra, era a Palavra revelada! Apoderou-se, pois dela, como um náufrago a uma tábua.

 

Orou várias horas, até que, sem o sentir, já se achou no caminho de volta. Ao ouvir o crepitar das ramas, já sem medo, sentia uma leveza e um bem estar nunca sentidos, e então, enfatizando a voz disse: “Se eu for realmente um convertido, hei de pregar o evangelho!”

 

Verificou que a sua mente a poucas horas cheia de turbulência, de temores, de preocupações, desânimos e desespero, agora “estava maravilhosamente calma e pacífica.” Pensamentos o assaltavam: “Será que melindrei o Espírito?” “Parece-me que perdi toda a convicção...” “Não a tenho preocupações  a respeito  da minha alma...” Passou a lembrar-se do que pediu em suas orações: Que tomaria a Deus pelas suas Palavras e que, de certo, o Senhor não se agradara de quanta coisa insensata ele lhe havia dito.

 

Contudo, marchava calmamente em direção à vila. E tão perfeita era a calma, que sentia como se toda a natureza parasse para contemplá-lo. Era o dia 10 de outubro de 1821. Fora ao bosque após o café da manhã. Ao voltar, era a hora do jantar.

 

Mas de que modo poderia explicar aquela calma que o dominava? “O repouso mental”, dizia ele,  “era inexplicavelmente grande, tão grande que não posso descrever em palavras. O pensamento em Deus era tão doce à minha mente...”

 

Não pode jantar. Faltava-lhe o apetite. Apanhou o violino, como costumava fazer. Começou a cantar trechos de música sacra, acompanhando-se ao instrumento. Mas foi interrompido pelo pranto. A corrente emotiva era de tal modo que lhe dava a idéia de que se corroia,  não de dor, mas de grande doçura que lhe permeava os pensamentos e as emoções.

Conta-se acerca deste pregador que depois de ele pregar em Governeur, no Estado de New York, não houve baile nem representação de teatro na cidade durante seis anos. Calcula-se que somente durante os anos de 1857 e 1858, mais de 100 mil pessoas foram ganhas para Cristo pelo ministério de Finney. Na Inglaterra, durante nove meses de evangelização, multidões também se prostraram diante do Senhor enquanto Finney pregava.

 Descobriu-se que mais de 85 pessoas de cada 100 que se convertiam sob a pregação de Finney permaneciam fiéis a Deus; enquanto 75 pessoas de cada cem, das que professaram conversão nos cultos de algum dos maiores pregadores, se desviavam. Parece que Finney tinha o poder de impressionar a consciência dos homens sobre a necessidade de um viver santo, de tal maneira que produzia fruto mais permanente.

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