O JÚBILO DE QUEM AMA
08 de Março de 2009

 

Embora haja relatos sobre vidas fantásticas que foram e são, exemplos de fé, determinação, perseverança e amor a si próprio, porém, há alguns que se destacam pela coragem, enfrentando obstáculos, não temendo o invisível e priorizando a fé inabalável no DEUS do impossível. Sobretudo pela história envolvente que nos induz à reflexão, alterando os nossos paradigmas adquiridos através do sistema social.

Referimo-nos a uma mulher que, com sua auréola divina, cega, surda e muda desde os primeiros anos da infância, superou preconceitos e tornou-se uma das mais famosas personalidades do mundo contemporâneo. A sua vida constitui um verdadeiro estímulo, uma lição extraordinária, não somente para os deficientes, mas também para toda a humanidade.

 

Helen Adams Keller, nasceu em Tuscumbia,  27 de junho de 1880— faleceu em Westport, 1 de junho de 1968) foi uma escritora, conferencista e ativista social estadunidense.
 
Nascida no Alabama, até aos dezenove meses foi uma criança normal. Logo após contraiu umas febres que lhe afetaram o cérebro e o estômago. Foi diagnosticada como um caso perdido, mas a febre por um milagre, acabou. Depois disto a mãe de Helen começou a notar que a sua filha não fechava os olhos quando tomava banho. Consultado um oftalmologista, descobriu-se que Helen era cega. Em seguida a sua mãe reparou que Helen não reagia às badaladas mais violentas de um sino: era também surda. Naturalmente, ao fazer três anos, constataram que Helen era muda, tendo mesmo esquecido as poucas palavras que balbuciava aos dezoito meses.
 
Helen cresceu regularmente, tornando-se uma criança forte e bem constituída; porém o seu caráter, meigo e calmo, dissolvia-se em terríveis ataques de coléra. Sempre que não conseguia fazer-se entender, era acometida por frenéticas crises de raiva: atirava-se ao chão e rompia em choros. Era muito rebelde e explodia com tudo que não lhe agradasse. Helen tinha uma enorme força interior, em vez da apatia que caracteriza as crianças triplamente deficientes. Quando a mãe de Helen se encontrava à beira do desespero, leu, por acaso, no livro American Notes, de Charles Dickens, a história de Laura Brigdman, uma menina da Inglaterra também, cega, surda e muda, em cuja mente. Samuel Gridley Howe, diretor da Instituição Perkins, tinha conseguido penetrar.
 
Helen foi levada  a Michael Anagnos, sucessor do Dr. Howe. Anagnos recomendou para preceptora, uma jovem irlandesa recém-formada. Chamava-se Anne Sullivan e foi ela a inseparável companheira de Helen Keller durante meio século. 

 

Aos dez anos, Helen lia com avidez pelo método Braille e conseguia comunicar com os semelhantes através do alfabeto dos mudos. Durante a primavera desse ano de 1890, ouviu falar de uma jovem norueguesa, cega, surda e muda que aprendera a falar. Imediatamente soletrou nas mãos de Anne Sullivan, sua preceptora: "Tenho de falar."
 
Anne levou Helen à Escola de Surdos Horace Mann, em Boston. Sem perda de tempo. a diretora , Sarah Fuller, começou a trabalhar com a sua nova aluna. Primeiro, passou a mão de Helen pela parte inferior do seu rosto, colocando-lhe os dedos dentro da boca, para que ela sentisse a posição da sua língua, dos seus dentes e os movimentos do maxilar inferior e da tranqueia. Que método extraordinário usado por alguém!
 
Depois, Sarah Fuller colocou a língua de forma a emitir o som "i" e apoiou um dedo de Helen contra os seus dentes e outro sobre a sua garganta; repetiu esse som várias vezes. Assim que terminou esta experiência, "os dedos de \Helen", no dizer da professora, "voaram para a sua própria boca e, depois de colocar devidamente a língua e os dentes, ela emitiu um som tão semelhante ao meu que quase parecia um eco".
 
Um dia, quando se dirigia para casa, após a sétima lição, Helen voltou-se para Anne Sullivan e disse-lhe: "Já não sou muda". Ainda não tivera um mês de aulas e já era capaz de utilizar as palavras para exprimir o pensamento.
 
Anne Sullivan foi sua professora, companheira e protetora. A história do encontro entre as duas é contada na peça The Miracle Worker, de William Gibson, que virou o filme O Milagre de Anne Sullivan, em 1962, dirigido por Arthur Penn (em Portugal, O Milagre de Helen Keller).
 

A história de vida de Helen refere-se como um dos maiores exemplos de que as deficiências sensoriais não são obstáculos para se obter sucesso. Helen Keller foi uma extraordinária mulher, triplamente deficiente, que ficou cega,  surda e muda, desde tenra idade, devido a uma doença diagnosticada na época como febre cerebral (hoje acredita-se que tenha sido escarlatina). Superou todos os obstáculos, tornando-se uma das mais notáveis personalidades do nosso século.

Tornou-se uma célebre escritora, filósofa e conferencista, uma personagem famosa pelo extenso trabalho que desenvolveu em favor das pessoas portadoras de deficiência.

 

Em 1904 graduou-se bacharel em filosofia pelo Radcliffe College, instituição que a agraciou com o prêmio Destaque a Aluno, no aniversário de cinquenta anos de sua formatura. Falava os idiomas francês, latim e alemão. Ao longo da vida foi agraciada com títulos e diplomas honorários de diversas instituições, como a universidade de Harvard e universidades da Escócia, Alemanha, Índia e África do Sul. Em 1952 foi nomeada Cavaleiro da Legião de Honra da França. Foi condecorada com a Ordem do Cruzeiro do Sul, no Brasil com a do Tesouro Sagrado, no Japão, dentre outras. Foi membro honorário de várias sociedades científicas e organizações filantrópicas nos cinco continentes.

Em 1902 estreou na literatura publicando sua autobiografia A História da Minha Vida. Depois iniciou a carreira no jornalismo, escrevendo artigos no Ladies Home Journal. A partir de então não parou de escrever. Deixando para a humanidade várias obras que edificam vidas.

 

Helen Keller foi, até  à sua morte em 1968, uma mulher profundamente espiritual. era a sua fé que a acompanhava durante as horas de repouso, quando terminadas as suas ocupações di[arias, voltava ao profundo silêncio que só os cegos-surdos-mudos conhecem.

 

"Espero, feliz, a chegada do outro mundo, onde todas as minhas limitações cairão como grilhetas; aí encontrarei a minha querida professora e me dedicarei, alegremente, a um trabalho muito maior do que aquele que até agora conheci."

Fonte: Grande Vida, Grandes Obras.

             Wikipédia, Enciclopédia livre

      

cleudf
contador de visitas para blog
publicado por cleudf às 01:26 link do post
sinto-me: romântica
música: woman
Cleudf
cleudf cleudf

contador de visitas blogger
Translate
Dezembro 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
arquivos
tags

todas as tags

tema
contador de visitas blogger
contador de visitas blogger

Map IP Address
Powered byIP2Location.com


contador de visitas blogger
blogs SAPO