O JÚBILO DE QUEM AMA
13 de Janeiro de 2009

John Wesley (Epworth, Inglaterra17 de junho de 1703 —Londres, 2 de março de 1791) foi um clérigo anglicanoteólogo cristão britânico, líder precursor do movimento metodista.

Ficheiro:John Wesley.jpg

John Wesley viveu na Inglaterra do século XVIII, uma sociedade conturbada pela Revolução Industrial, onde crescia muito o número de desempregados. A Inglaterra estava cheia de mendigos itinerantes, políticos corruptos, vícios e violência generalizada. O cristianismo, em todas as suas denominações, estava definhando. Ao invés de influenciar, o cristianismo estava sendo influenciado, de maneira alarmante, pela apatia religiosa e pela degeneração moral. Dentre aqueles que não se conformavam com esse estado paralisante da religião cristã, sobressaiu-se John Wesley. Primeiro, durante o tempo de estudante na Universidade de Oxford, depois como líder no meio do povo.

John Wesley, décimo terceiro filho do ministro anglicano Samuel e de Susana Wesley, nasceu a 17 de junho de 1703, em Epworth na Inglaterra.

Devido às atividades pastorais que impediam o Reverendo Samuel de dar a devida assistência ao lar, Susana assumiu a administração financeira da família e a educação dos filhos e filhas. Disciplinava com rigidez os filhos, mantendo horário para cada atividade e reservando um tempo de encontro com cada filho para conversar, estudar e orar.

INCÊNDIO EM SUA CASA 

Ainda na infância, John Wesley foi o último a ser salvo, de forma miraculosa, em um incêndio que destruiu toda sua casa, onde estivera preso no segundo andar. A partir desse dia, Susana, sua mãe, dedicou-lhe atenção especial, pois entendeu que Deus havia poupado sua vida para algo muito especial.

Aos cinco anos de idade, Susana Wesley começou a alfabetizar o John, usando o livro do Salmos como apostila.

John estudou com sua mãe até os 11 anos. Entrou, então, para uma escola pública, onde ficou como aluno interno por seis anos. Aos 17 anos, foi para a  Universidade de Oxford.

 

 

Estudos

Jonh Wesley iniciou seus estudos em Oxford onde começa a se reunir com um grupo de estudantes para meditação bíblica e oração, sendo conhecidos pelos colegas universitários de "Clube Santo", ele não inventou o nome: alunos, notando que os membros do grupo tinham horário e método para tudo que faziam, os taxaram como 'metodistas'. Wesley preferia chamá-los simplesmente de 'Metodistas de Oxford'..

Neste grupo Wesley e seu irmão Carlos iniciaram a visitar e evangelizar os presídios. Wesley passou então a se interessar mais pela questão social de seu país e a miséria que a Inglaterra vivia na época.

Assim, gradua-se em Teologia, e pode ajudar a seu pai na direção da Igreja Anglicana.

Isto até os 32 anos, quando atendeu a um apelo: precisava-se de missionários na Virgínia, Nova Inglaterra.

 

 

Missão na Virgínia

Um dos episódios que marcou o início do metodismo foi a viagem missionária de Jonh Wesley aos EUA - Virgínia para "evangelizar os índios" sendo praticamente fracassado. Em sua viagem de retorno Jonh Wesley expressa sua frustração "fui à América evangelizar os índios, mas quem me converterá?". Durante uma tempestade na travessia do Oceano Atlântico, Wesley ficou profundamente impressionado com um grupo de morávios (grupo de cristãos pietistas que buscavam a conversão pessoal mediante o Espírito Santo) a bordo do navio. A fé que tinham diante do risco da morte (o medo de morrer acompanhava Wesley constantemente durante a sua juventude) predispôs Wesley à fé evangélica dos morávios. Retornou à Inglaterra em 1738.

 

Conversão

Após 2 anos, John Wesley volta desiludido com o trabalho realizado na Virgínia. Encontra-se, então, com Pedro Böhler, em Londres, Böhler era pastor moraviano (da Morávia, Alemanha) e com ele John Wesley se convence de que a fé é uma experiência total da vida humana. Procurou, então, libertar-se da religião formalista e fria para viver, na prática, os ensinos de Jesus.

No dia 24 de maio de 1738, numa pequena reunião, ouvindo a leitura de um antigo comentário escrito por MARTINHO LUTERO, pai da Reforma Protestante, sobre a carta aos Romanos, John sente seu coração se aquecer (entende-se que Wesley experimentava o "batismo no Espírito Santo"). Experimenta grande confiança em Cristo e recebe a segurança de que Deus havia perdoado seus pecados.

 

 A Experiência do Coração Aquecido

No dia 24 de maio de 1738, na rua Aldersgate, em Londres, Wesley passou por uma experiência espiritual extraordinária, que é assim narrada em seu diário:

"Cerca das nove menos um quarto, enquanto ouvia a descrição na Epístola aos Romanos, que Lutero fazia sobre a mudança que Deus opera no coração através da fé em Cristo, senti que meu coração ardia de maneira estranha. Senti que, em verdade, eu confiava somente em Cristo para a salvação e que uma certeza me foi dada de que Ele havia tirado meus pecados, em verdade meus, e que me havia salvo da lei do pecado e da morte. Comecei a orar com todo meu poder por aqueles que, de uma maneira especial, me haviam perseguido e insultado. Então testifiquei diante de todos os presentes o que, pela primeira vez, sentia em meu coração".

Nos 50 anos seguintes, Wesley pregou em média de três sermões por dia; a maior parte ao ar livre. Houve uma vez que pregou a cerca de 14.000 pessoas. Milhares saíram da miséria e imoralidade e cantaram a nova fé nas palavras dos hinos de Carlos Wesley, irmão de John. Os dois irmãos deram à religião um novo espírito de alegria e piedade.

 

Foi dos Morávios que o Metodismo aprendeu a doutrina da conversão instantânea ou justificação pela fé.  A princípio Carlos Wesley, seu dileto irmão e imediato auxiliar no Reavivamento do Século XVII na Inglaterra, se opôs terminantemente àquilo que chamou de "nova doutrina", porém logo se convenceu do erro, através da simples fé depositada no Senhor Jesus, ele encontrou a alegria que nunca dantes conhecera.

John Wesley, ao saber que Carlos havia obtido alegria e paz por simplesmente CRER E ACEITAR, sentiu que aprofundava grandemente o seu desejo de possuir uma salvação segura e real. E após uma luta de dez anos, achou a paz e o descanso em Cristo. A luz a rair sobre ele, a 24 de maio de 1738. Pela manhã, naquele dia, seus olhos cairam sobre a passagem em II Pe.1:4 e então sobre as palavras: "Nao estais longe do Reino de Deus". Durante todo o dia estava, como que, no limiar dessa inigualável bênção.

 No mesmo ano que havia obtido essa bênção, - a salvação, - visitava a Colônia dos Morávios em Herrnhut, propriedade do Conde Zinzendorf, na Alemanha. Essa visita, o fortificou intensamente na fé e ele retornou à Inglaterra para pregar de novo com mais zelo, a doutrina da conversão instantânea ou justificação pela fé em Jesus Cristo. E muitos e muitos se convertiam onde quer que ele pregasse.  

 

John tinha um desejo intenso de uma experiência mais profunda. "Eu esperava", diz ele, "que Deus haveria de cumprir, dentro da minha alma, todas as suas promessas!". Tais anelos foram satisfeitos, não há nenhuma dúvida, na memorável Festa de Amor, em Londres, quando ele, Whiterfield e outros eminentes metodistas estavam juntos numa reunião. Assim descreve a sua experiência gloriosa:" Certa noite, em 1739, eu, meu irmão Carlos e os irmãos Whiterfield, Hall, Kinchin, Ingham, além de cerca de sessenta outros, permanecemos em oração a noite inteira. Lá pela alta madrugada, mais ou menos às três horas, enquanto intensamente buscávamos o Senhor. O PODER DO ESPÍRITO SANTO CAIU SOBRE TODOS NÓS e fomos de tal maneira cheios, que muitos gritaram de prazer celestial e outros cairam ao chão. Logo que nos recuperamos do inesperado daquela gloriosa Visitação, começamos a cantar louvores:

"LOUVAMOS-TE, Ó SENHOR,

PORQUE SABEMOS QUE TU ÉS O SENHOR!"

 

Depois dessa experiência, a unção do Santo Espírito, Wesley trabalhou com redobrado vigor e, pelas cenas descritas, depois dessa ocorrência, o seu serviço para Deus e sua bendita causa, centuplicou de rendimento, de força física, de inspiração, de amor e de bênçãos incalculáveis.

 Doutrina

  • Wesley ensinava que a conversão a JESUS é comprovada pela prática (testemunho), e não pelas emoções do momento.
  • Valorização dos pregadores leigos que participavam lado a lado com os clérigos da Missão de evangelização, assistência e capacitação de outras pessoas.
  • Afirma que o centro da vida cristã está na relação pessoal com Jesus Cristo. É JESUS quem nos salva, nos perdoa, nos transforma e nos oferece a vida abundante de comunhão com Deus.
  • Valoriza e recupera em sua prática a ênfase na ação e na doutrina do Espírito Santo como poder vital para a Igreja.
  • Reconhece a necessidade de se viver o Evangelho comunitariamente. John Wesley afirmou que "tornar o Evangelho em religião solitária é, na verdade, destruí-lo".
  • Preocupa-se com o ser humano total. Não é só com o bem-estar espiritual, mas também com o bem-estar físico, emocional, material. Por isso devemos cuidar do nosso próximo integralmente, principalmente dos necessitados e marginalizados sociais.
  • Podemos afirmar que o bem-estar espiritual é o resultado da paz de Cristo que alcança todas as áreas da vida do cristão. É o resultado do bem-estar físico, emocional, econômico, familiar, comunitário. Tudo está nas mãos de Deus, nEle confiamos e Ele é fiel em cuidar de nós. Sua salvação alcança-nos integralmente.
  • Enfatiza a paixão pela evangelização. Desejamos e devemos trabalhar com paixão, perseverança e alegria para que o amor e a misericórdia de Deus alcancem homens e mulheres em todos os lugares e épocas.
  • Aceita as doutrinas fundamentais da fé cristã, conforme enunciadas no Credo Apostólico (Cremos na Bíblia, em Deus, em Jesus Cristo, no Espírito Santo, no ser humano, no perdão dos pecados, na vitória por meio da vida disciplinada, na centralização do amor, na segurança e na perfeição cristã, na Igreja, no Reino de Deus, na vida eterna, na segunda vinda de Jesus, na graça de Deus para todos, na possibilidade da queda da graça divina, na oração intercessória, nas missões mundiais. Cremos profundamente no AMOR. Amor de Deus em nossa vida, amor dos irmãos.) , enfatizando o equilíbrio entre os atos de piedade (atos devocionais) e os atos de misericórdia (a prática de amor ao próximo).
 

Fonte: Vidas Poderosas - Enéas Tognini 

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