O JÚBILO DE QUEM AMA
16 de Fevereiro de 2009

...Continuação.

Anos depois, a Universidade de Yale se cobriu de labéus dos quais jamais se libertará, porque David Brainerd, "o santificado", fez uma obra de tal alcance, que o mundo inteiro o conheceu como o maior intercessor, o mais dedicado à oraç´~ao e o mais pronto a obedecer às ordens divinais. Lê-se no seu diário:

 

"Segunda-feira, 19 de abril de 1742. Separei este dia para jejum e oração, pedindo a Deus que me prepare para o ministério da palavra e me dê seu auxílio e direção, enviando-me, quando lhe aprouver, para a sua seara."

 

"Terça-feira, 20 de abril: Hoje completo vinte e quatro anos. Oh! Quantas provas da misericórdia divina recebi no ano que se foi! O Senhor me ajudará a viver mais para a Sua glória nos dias futuros."

 

"Quinta-feira, 29 de julho: Fui examinado na Reunião de Danbury sobre meus conhecimentos e experiências religiosas, e fui licenciado para pregar o Evangelho."

 

"Seguem-se outras notas sobre períodos de oração, meditação e jejum, intercalados de períodos de louvor e adoração.

 

"Quarta-feira, 14 de setembro de 1743: Neste dia devia eu receber meu diploma (pois é o dia de colação de grau), mas Deus achou por bem negar-me isso. E, muito embora temesse me sentir frustrado ao ver meus colegas receberem seus diplomas, Deus me concedeu a calma e resignação: 'FAÇA-SE A TUA VONTADE'. Fiquei absolutamente tranquilo."

 

Era ele o primeiro aluno da sua turma. David Brainerd compreendeu, em boa hora, que os aflitos não tem outtro caminho a tomar senão o de buscar a Deus em todas as suas tristezas e tribulações, pois o Senhor é uma fortaleza para todos os que O amam.

Toda a sua vida foi gasta, daí por diante, entre os índios de sua terra. Visitava-os, assistia-os, pregava-lhes o Evangelho, mas sobretudo, ORAVA INCESSANTEMENTE por eles. Certa vez o seu intérprete mal se continha de pé, devido ao estado de embriaguez em que se achava, mas mesmo assim, vários índios se dedicaram ao lado de Cristo!

 

"Quita-feira, 27 de junho: Sinto que a minha alma se rejubila por ver que a Deus agradou despertar, por meu intermédio, esses pobres índios. Oh! Quanto bem faz ao meu coração e quanto me refresca a alma, ver o fruto dos meus esforços!"

 

A tuberculose começa a afligí-lo e a 28 de março do ano seguinte embarcou rumo a Northompton, onde se encontrou com a sua noiva Jerusa, filha dileta do avivalista Jônathas Edwards. ela escreveu ao pai dando notícias do seu estado gravíssimo. Todavia, a crise passou. Na sexta-feira, 2 de outubro, ditas essas palavras: " MINHA ALMA, NESTE DIA, ESTEVE FIXADA EM DEUS, CONSTANTE E DOCEMENTE. QUIS MUITO ESTAR COM ELE PARA CONTEMPLAR-LHE A INFINITA GLÓRIA. SENTI-ME DISPOSTO A CONFIAR-LHE TUDO: MEUS AMIGOS,   MEUS QUERIDOS,  MEU REBANHO MUITO AMADO,  MEU IRMÃO AUSENTE,  ENFIM,  TODOS OS INTERESSES TEMPORAIS E ETERNOS!"

David expirou a 9 de outubro de 1747, contando 29 anos.  Jerusa, que o assistia, como a sua fiel enfermeira, faleceu a 14 de fevereiro do ano seguinte, após uma rápida enfermidade de cinco dias, com a idade de 18 anos. Ela possuía o mesmo espírito de abnegação que o seu noivo. Os dois túmulos ficaram juntos. Mais tarde, o de seu pai Jônathas Edwards também.  Poucos dias antes de falecer, disse ao seu irmão:  "Oh! Meu irmão, persiga sempre a plenitude do Espírito Santo! Avance, com os olhos fitos nessa bendita direção! E deixa que a sua alma sedenta exclame continuadamente:   JAMAIS ESTAREI SATISFEITO, ENQUANTO NÃO ACORDAR NA TUA SEMELHANÇA!"

 

Algumas horas antes do fim, disse diante de todos que o rodeavam:  "MORRER É BEM DIFERENTE DO QUE A GENTE IMAGINA..."

Explicava que todos aqueles que confiam no SENHOR, não tem consciência de dores físicas ou angústias em face da morte. 

 

publicado por cleudf às 01:25 link do post
sinto-me: Tranquila
música: Clássica
13 de Fevereiro de 2009

 
David Brainerd nasceu em Haddan, condado de Herford, Connecticut, a 20 de abril de 1718. Órfão de pai aos 9 anos e aos 14 anos, órfão de mãe. Seu pai era pastor. Desde os 8 anos atormentava-o a idéia de morte e isso contribuía para ser tão melancólico e retraído quanto foi. Embora de vez em quando se inclinasse para assuntos religiosos, freqüentando mesmo reuniões de oração, todavia passou grande parte de sua adolescência “sem Deus no mundo”. Recebeu conselhos de pessoas mais velhas e passou a andar nessa companhia, visto que, com os jovens, doía-lhe muito a consciência ao voltar das brincadeiras e dos divertimentos. Aos 20 anos começou realmente a estudar.
 
No inverno de 1738 aprouve a Deus, quando ele saía num domingo de manhã, conceder-lhe tal senso do perigo e da ira divina, que ficou assombrado, desvanecendo-se os seus julgamentos de justiça própria. Em fevereiro de 1739, separou um dia para jejum e oração, clamando a Deus por misericórdia. O Senhor lhe abriu novas portas. Todavia, obstinado e endurecido, vagueou, com esperanças às vezes e outras tantas em profunda tristeza. Idéias duras sobre a onisciência de Deus o assaltaram.
 
Diz ele: “Certa manhã, estando a andar sozinho em lugar solitário, como costumava fazer, num repente vi que todas as minhas artimanhas e projetos de efetuar ou procurar libertação e salvação por minhas obras eram inteiramente vãos e então me vi completamente perdido. Percebi que todos os argumentos e desculpas que pudesse engendrar se para tanto me fosse dada a eternidade, seriam ocos e vãos.”
 
Esse estado de alma durou até à noite do domingo 12 de julho de 1739, quando sentiu uma nova visão de Cristo tal qual nunca tivera e da qual não fazia a menor idéia. Permaneceu diante desse cenário divino, por um bom espaço de tempo, inteiramente maravilhado e admirado. Era algo de excelência e beleza fora do comum. Parecia-lhe estar contemplando a glória divina. A sua alma se mostrava cativada e deliciada, parecendo-lhe estar absorvido em Deus. Escreve ele: “Assim o Senhor me trouxe a uma cordial disposição de exaltá-lo no trono como Rei do Universo”. Até tarde da noite, continuou naquele estado de “íntimo contentamento e paz”. Sentia-se como num mundo novo. O caminho da salvação se lhe abriu com tal propriedade e excelência e com tão infinita sabedoria, que muito se admirou. Aquele doce alívio permaneceu por muitos dias. Mas... novas idéias absurdas começaram a surgir. Escreve ele: “Sentia-me grandemente culpado, medroso e envergonhado de comparecer diante de Deus. Sentia-me oprimido por sentimentos de culpa. Pelo mês de agosto desse ano, novamente me senti vencido por grande escuridão”. Mas aprouve ao Senhor voltar-se graciosamente para o seu servo. No mês de setembro, matriculou-se na Universidade de New Havem, no Colégio de Yale. Gastou algum tempo em oração e exame próprio, diariamente e, conforme suas palavras; “O Senhor brilhou de tal maneira no meu coração, que passei a gozar da íntima certeza do Seu favor! Várias passagens da Bíblia se abriram para a minha alma com uma clareza, poder e doçura!”
 
Adoecendo de sarampo, voltou a sua casa em Haddam. E foi aí, durante essa enfermidade que a sua alma chorava a ausência do Consolador. Então clamou a Deus, pedindo-lhe ajuda. Estando entregue à meditação e a oração, “experimentei”, declara ele, “uma visitação refrescante e suave, vinda do Alto, de tal modo que minha alma foi levada para bem acima de todo o temor da morte. Como se tornou agradável esse período! Muito mais que todos os prazeres e delícias que o mundo nos pode oferecer!”
 
Volta à Universidade. Seus períodos de oração e meditação em Deus continuaram e ele atesta: “Oh! Uma hora com Deus excede infinitamente a todos os prazeres deste mundo inferior”.
 
Um dia... (Oh! Como o inimigo espreita os servos do Senhor!) um colega lhe perguntou o que pensava de certo professor e ele respondeu que o dito mestre “não tinha a maior graça do que a cadeira que se sentava”. Estavam presentes uns poucos amigos e outras pessoas. O caso foi denunciado e David foi expulso do Colégio. Os amigos intercederam por ele. Ele próprio buscou a reconciliação. Chegou a escrever uma confissão completa e pormenorizada, suplicando perdão. Humilhou-se até o pó. A direção negou-se, terminantemente, ouvi-lo ou atender-lhe as súplicas.

Continua...

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sinto-me: Feliz com Jesus
música: Bach
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